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sábado, 26 de maio de 2012

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 09 – 2º Trimestre 2012


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 09 – 2º Trimestre 2012
(26 de maio a 2 de junho)

Comentário: Gilberto G. Theiss[1]

SÁBADO, 26 DE MAIO
Liberdade para ministrar

            “Como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!” (Rm 10:15)

            Pensamento Chave: Treinamento sem ação não é treinamento.

            Certa vez, uma associação, por intermédio do diretor de evangelismo, realizou para todo o campo um treinamento para evangelistas voluntários. Muitas pessoas aceitaram o convite e não gastaram um centavo para serem treinadas, pois o campo pagou todas as despesas de alojamento, alimentação e materiais. Depois, observei que, alguns dos que realmente se tornaram evangelistas voluntários, não estavam entre àqueles que estiveram no treinamento, mas, pasmem, os que se tornaram evangelistas estavam dentre os que não foram no treinamento. Temos que ser mais organizados nesta questão, pois, às vezes a igreja investe valores altíssimos para treinar pessoas que jamais farão uso do que aprendeu. Infelizmente há sempre àqueles que desejam ir aos treinamentos por causa simplesmente do passeio, ou da comida gratuita, ou dos brindes. Portanto, atente para este fato,  quando escolher as pessoas, que sejam àquelas que realmente procurarão fazer uso do que aprenderam. Creio que, pelos frutos teremos uma impressão melhor de quem é quem. Sei que há pessoas em nosso meio com capacidades fantásticas que, precisam de um bom treinamento. No entanto, precisamos, antes de investir  especificamente nestas pessoas, procurar ter o máximo de confiança possível nos resultados que elas poderão oferecer. Creio que toda a igreja deva receber treinamento, mas, cada um na sua área específica para que os recursos sejam aplicados de maneira correta e certeira. Assim, não perderemos dinheiro e o que é mais precioso, o tempo e as pessoas certas.

           
DOMINGO, 27 de MAIO
Responsabilidade compartilhada
(Êx 18:13-26)

            Compartilhar as responsabilidades significa confiar a outros as mais importantes tarefas. Alguns, visando o sucesso das atividades, ficam receosos de confiar determinadas responsabilidades a outrem. Infelizmente, por mais responsáveis que estes sejam, não delegar, ou compartilhar as atividades do ministério, não estarão cumprindo os desígnios de Deus. No fundo, o que motiva alguns não compartilharem o trabalho, se deve ao fato de não confiarem nos outros. Em outras palavras, o senso, mesmo que imperceptível, de superioridade de capacidade é o que os impedem de dividirem as atividades. Ninguém é perfeito o suficiente para acreditar que somente em suas mãos as coisas funcionarão bem. O plano de Deus é que, todos sejam comissionados a desempenhar alguma responsabilidade na obra. Seja um leigo ou não, todos possuem um lugar especial no ministério. Deus deseja capacitar homens e mulheres que sejam desprovidos do próprio eu, e que sejam capazes de exercer o ministério com paixão e dedicação. Os erros poderão surgir, mas, movidos pelo Espírito Santo, serão capazes de realizar grandes feitos. Mas, como líderes, é necessário fazer a nossa parte: ensinar, treinar, motivar e especialmente confiar. Dar oportunidades aos outros compartilhando as responsabilidades é nosso dever e missão. Se os outros não sabem fazer, é nosso ministério também ensiná-los. Lembre-se que, os grandes líderes, são aqueles que são capazes de formar novos líderes, mas, para isto, é necessário confiar e compartilhar as tarefas.
           
                                   
SEGUNDA, 28 DE MAIO
Arriscar para alcançar o sucesso
 (Mt 7:17-18)

            Na vida como um todo é assim – cheia de riscos, sucessos e fracassos. Quando nos casamos, qual a garantia que recebemos que a pessoa amada jamais nos deixará? Quando os filhos vieram ao mundo, qual a garantia que os pais tiveram de que eles jamais os frustrarão? Dividir a vida, as estratégias e os planos são decisões que fazemos desde cedo na vida e não estamos imunes às frustrações que este tipo de aliança ou decisão poderá nos acarretar. No entanto, esta explanação serve apenas para exemplificar que, na obra de Deus, os riscos de fracasso em manter uma parceria existem, mesmo que trabalhemos sozinhos. No entanto, os riscos de alcançar o sucesso também são reais. O mais importante nesta estratégia, com riscos de sucesso ou fracasso, é que vem de Deus. Fomos chamados por Deus para desempenhar um ministério altruísta e não egoísta. Não somos chamados para trabalhar ilhados, mas para sermos unidos e confiantes em propósitos. O Espirito Santo capacitará e abençoará os esforços humanos, especialmente se eles estiverem unidos no mesmo objetivo. A confiança e consequentemente a divisão de tarefas redundará em resultados maiores e mais eficazes. Ninguém terá sucesso no casamento se não se arriscarem a casar-se. Desta mesma forma, ninguém terá sucesso no ministério ou na liderança de uma igreja se não se arriscarem a confiar responsabilidades aos demais.

TERÇA, 29 DE MAIO
Adaptando trabalhadores para a colheita
(At 6:1-8)

            Embora tenhamos que dividir as responsabilidades, confiar, treinar e motivar a igreja para o ministério devemos tomar muito cuidado quanto às pessoas que escolhemos para estar à frente. Moisés, quando aconselhado por Jetro, não escolheu qualquer pessoa para representar a liderança de Israel. Ele foi minucioso na escolha e levou em consideração principios relevantes para o tipo de responsabilidade. No Novo Testamento não vemos atitudes diferentes, pois, quando os diáconos foram escolhidos, observamos o mesmo rigor nas escolhas. Os que foram escolhidos foram indicados criteriosamente. Assim, nos dias atuais, não devemos tratar a obra do Senhor com leviandade. Deve-se escolher pessoas para representar a igreja, o ministério e as funções evangelísticas, àqueles que, através de seu testemunho pessoal, sejam capazes de apresentar a essência do poder de Deus. Vidas que não estejam de acordo com a mensagem, despertará mais desconfiança e incredulidade do que confiança e fé na mensagem de Deus. Embora exista uma forte tendência em nossos dias de tratar as coisas espirituais de maneira tão liberal, temos que ter em mente que, a obra não deve ser manchada por testemunhos equivocados e estranhos à verdade. Escolher pessoas com testemunho adequado pode ser falsamente representado como arrogância por parte de quem os escolheu, mas, independente de serem assim, tais escolhas são feitas com autorização da palavra de Deus.

QUARTA, 30 DE MAIO
Crescimento espiritual por meio do trabalho
(Jo 7:17; 4:36)

            Todos os cristãos estão a caminho do crescimento ou morte espiritual. Os que, rotineiramente, perdem seu tempo com novelas, filmes, vídeo games, ou outra coisa destituída de espiritualidade, estão confinando-se à morte espiritual. Por outro lado, aqueles que estão investindo em tempo de qualidade com Deus, estes estão em contínuo crescimento espiritual. Mas, além de separar tempo de qualidade com Deus, àqueles que estão, de alguma forma, envolvidos na pregação do evangelho, estão em um ritmo de crescimento espiritual inigualável. Ser um missionário potencializa o crescimento em Cristo ou santificação. Ler a Bíblia, orar e testificar são os mais importantes ingredientes para uma vida de acréscimo espiritual. Nada pode se igualar a estes três ingredientes. Não é fácil explicar como isto acontece, o que sabemos é que de fato acontece. Envolver-se no trabalho de Deus trás benefícios sem limites. Somos mais abençoados do que as pessoas que estão recebendo a luz da palavra de Deus. Somos mais agraciados pelo toque do Espírito do que as pessoas que estão aprendendo conosco. Uma dica imprescindível para quem está morrendo espiritualmente é, seja um missionário ou um evangelista, e a glicose espiritual voltará a circular em suas veias novamente. Não há outra forma de estar bem espiritualmente. Qualquer pessoa que não esteja, de alguma forma envolvida na obra, não será capaz de sobreviver muito tempo na vida cristã. Esta é uma realidade indiscutível.

QUINTA E SEXTA 31 DE MAIO
Harmonizando através do envolvimento
(At 1:15-26; 15:36-40)

            Interessante notar que, uma igreja que não trabalha dá trabalho. Esta regra e realidade parecem perseguir-nos constantemente. Se sua igreja parece lhe dar muitos trabalhos e dores de cabeça, então, chegou a hora de fazê-la trabalhar intensamente. Envolver a todos é uma boa solução para resolver os demais problemas na igreja. A grande verdade é que, enquanto as mãos estiverem ocupadas, menor será a possibilidade de levantarem os dedos para acusar alguém. Outra frase interessante é, “mente vazia, oficina do diabo”, pois, se os membros não tiverem absolutamente nada para fazer, suas mentes ficarão a mercê do diabo para semear pensamentos de discórdia. Portanto, o segredo é, faça o povo trabalhar e eles lhe darão poucos problemas. O envolvimento oferta união e pensamento uniforme. Mesmo sobre tais condições, é possível que haja alguns contratempos, mas significativamente será bem menor. Montar uma estratégia evangelística/missionária e ajudar a igreja comprar a ideia fará que todos girem em torno deste mesmo propósito. Desta maneira, com a mente envolvida no mesmo objetivo, fará com que as diferenças sejam seus aliados. O envolvimento é a senha para o crescimento da igreja em todos os sentidos.



[1]Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” e “tratado teológico adventista” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico e colportor efetivo por um ano na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia e cursou extensão em arqueologia do oriente próximo pela UEPB. Gilberto G. Theiss é autor de vários livros e artigos e é inteiramente submisso e fiel tanto à mensagem bíblico-adventista quanto à seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. No entanto Gilberto Theiss faz questão de ressaltar que, toda esta biografia acima é destituída de valor, e que o único currículo valioso que possui é o de Deus, sua família, irmãos e amigos fazerem parte de sua vida. O resto tem o seu devido lugar, porém fora e bem distante do pódio. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

sábado, 19 de maio de 2012

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 08 – 2º Trimestre 2012


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 08 – 2º Trimestre 2012
(19 a 26 de maio)

Comentário: Gilberto G. Theiss[1]

SÁBADO, 19 DE MAIO
Preparação para evangelizar e testemunhar

            “Disse Jesus: ‘Sigam-Me e Eu os farei pescadores de homens’” (Mt 4:19)

            Pensamento Chave: “Não vivo eu, mas Cristo vive em mim”, deve ser nossa maior necessidade para o testemunho.

            Àquele que bebeu da fonte da água da vida com sede, se tornará em uma fonte desta água. No entanto, àquele que bebeu desta fonte, porém, SEM SEDE, nada poderá fazer pelos outros. Isto é comum na vida dos que ainda não entenderam, com o coração, o que realmente significa Cristo morreu por mim. Muitas pessoas possuem consciência do plano da redenção, conhecem, aos detalhes, as principais verdades bíblicas, mas, como um zumbi, não passam de meros robôs dentro da igreja controlados por suas próprias falhas concepções e emoções distorcidas, pois não conseguem sentir a presença do Espírito, não são tocadas profundamente pelas mensagens e não se emocionam racionalmente com algumas verdades impressionantes. Estas pessoas vivem em nosso meio, ou pela conveniência, pelo costume da prática de estar no ambiente, ou mesmo porque estão na companhia de algum ente querido. Estas pessoas não se dispõem a fazer nenhuma atividade missionária e não se interessam nem ao mesmo em ser um auxílio para a igreja. Estão respirando, comendo, se divertindo, mas, são pessoas sem vida. Por outro lado, há àqueles que, um “simples Jesus te ama” é suficiente para se derramar em lágrimas e ter arrebatamentos de felicidades. Impulsionados pelo amor de Deus e pelo presente da salvação, muitos são capazes de oferecer a própria vida para que outros sejam alcançados pelo maravilhoso evangelho restaurador. Se você não é assim, comece a pedir persistentemente a Deus este tipo de sensibilidade.

           
DOMINGO, 20 de MAIO
Necessidade de treinamento
(Mt 4:19; Mc 1:17; Mt 28:19)

            Todos os que professam serem cristãos, de alguma forma, possuem algum tipo de profissão. Muitos são médicos (a), contadores (a), professores (a), vendedores (a), pedreiros (a), operadores de micro (a), padeiros (a), empresários (a), enfim, qualquer que seja a profissão de um cristão, gostaria que ficasse bem claro que, na verdade, nenhuma dessas funções é na essência a sua verdadeira profissão. A verdadeira profissão não tem nada haver com os trabalhos pessoais desta vida. A verdadeira profissão é ser ganhador de almas, missionários e evangelistas nas mãos de Deus. Isto não é poesia, talvez eu nunca tenha escrito de maneira tão séria em minha vida quanto agora. Todos nós fomos chamados por Deus, vocacionados e capacitados pelo Seu Santo Espírito para sermos homens e mulheres pescadores de homens. Estas funções na vida, médico, contador, professor, vendedor, pedreiro, operador de micro, padeiro, empresário ou qualquer outra função, tudo, absolutamente tudo, não passa de uma espécie de bico na vida, pois Deus sabe que precisamos comer, vestir, e fazer muitas outras coisas que dependam de recursos financeiros, e por isto, Ele nos concede estes bicos. Portanto, nossa verdadeira profissão é sermos missionários no reino de Deus aqui na Terra. No dia em que todos compreenderem este poderoso e significativo fato, com certeza, grandes coisas ocorrerão em nossas vidas e na vida da igreja de maneira coletiva. Agora, o próximo passo, caso isto não esteja ainda acontecendo, é sermos capacitados para realizar a obra de Deus de maneira poderosa. Respeitando os dons concedidos à igreja, sendo capacitados pelo poder do Espírito Santo, treinados pelos líderes e pastores, faremos, uma após outra, grandes revoluções na vida dos que ainda não conhecem a Cristo. Pense nisto, absorva a ideia, e apresente este fato aos membros da sua igreja.
             
                                   
SEGUNDA, 21 DE MAIO
Aprendendo pela observação
 (Mt 14:13-21; Mc 6:30-44; Lc 9:10-17; Jo 6:1-14; Leia também Ellen White, DTN, p. 364-371)

             Dentro da temática do aprendizado, não temos como fugir do método da observação. É muito mais simples e fácil aprender pelo que observamos do que pelos métodos do ensino através de palavras ditas ou escritas. Todo este comentário que faço semanalmente tem seu devido lugar no aprendizado dos que o leem, no entanto, confesso que, todos aprenderiam mais se fossem alunos da escola da observação. Jesus ensinava os discípulos através das palavras e também através do “vem e vê”. Os discípulos, mais do que qualquer outro grupo de pessoas que já tenha existido na Terra, aprenderam na melhor escola missionária. O próprio Jesus foi o professor das matérias cognitivas (conhecimento) e ao mesmo tempo empíricas (prática, experimento). Eles ouviram dos próprios lábios de Jesus as mais preciosas lições sobre a vida, a verdade e salvação de pessoas. Puderam, além de ouvir a voz do Mestre, comtemplar cada aula transmitida também em vida prática. Os líderes e pastores da igreja, de hoje, precisam compreender este grandioso fato - estar à frente para dar o exemplo. Devem treinar a igreja, capacitá-la com esmero e eficiência, mas, ao mesmo tempo, caso seja necessário, estar à frente, para mostrar na prática, como exatamente fazer. Os demais, com atenção, observar para absorver cada lição transmitida. “Ide ao mundo” é o imperativo da missão a nós concedidos, mas, antes - “vem e vê”. Dizem que as crianças precisam mais observar do que ouvir ou ler, mas, na verdade, até os adultos necessitam deste tipo de metodologia. Aliás, qualquer ser humano aprenderia muito mais se pudesse escrever com os olhos e com o coração.

TERÇA, 22 DE MAIO
Aprender fazendo
(Mt 10:1-14; Lc 10:1-11)

            Àqueles que hoje trabalham com informática ou com mecânica de carros, o que destes caso não tivessem os tantos anos de experiência prática? E quanto aos que hoje são bons advogados, será que, se não fosse os anos de experiência prática, seriam bem capacitados? Enfim, os exemplos são muitos, mas a lição é sempre a mesma, aprender fazendo é a melhor metodologia de ensino. Nada se compara a esta pedagogia. Na obra de Deus não é diferente. Deus, ciente desta necessidade, prepara homens e mulheres para serem mestres no ensino, de maneira que levem a sério esta simples regra do ensinamento: 1º - transmitir o conhecimento via palavras, sejam ditas ou escritas; 2º - Transmitir o conhecimento via a observação, “vem e vê”; 3º - e por último, transmitir o conhecimento através da prática. Esta regra é tão eficiente que, mesmo sem professores, muitos podem aprender, com isto acabam se tornando seus próprios professores. Sob este parecer, eu poderia estender meu próprio exemplo, pois, embora eu consiga digitar com os 10 dedos os comentários da lição, sem olhar para o teclado, e com grande rapidez e agilidade, é bom salientar que, jamais fui à escola de datilografia. Há pessoas que falam fluentemente o inglês sem nunca terem ido à uma escola para aprender. Há outros que são bons mecânicos ou operadores de micro sem nunca terem tido um professor. Conheci certa feita, um rapaz que, era programador de software requisitado no eixo EUA e Europa, e pasmem, embora ele seja tão bom, jamais sentou na cadeira de uma escola para aprender. O detalhe é que, todos estes exemplos são interessantes do ponto de vista que, independente de terem tido um professor ou não, levaram a sério o aprendizado, especialmente no tocante ao por em prática o que aprendeu, mesmo que de maneira solitária. No meu caso, por exemplo, aprendi a datilografar quando comprei uma pequena arcaica máquina de escrever e pedi emprestado de um colega um manual de curso de datilografia. Com estas duas ferramentas em mãos, comecei a colocar em prática o que estava aprendendo no manual. Nunca sentei em uma cadeira de escola para adquirir esta habilidade. Mas, independente de eu ter tido um professor ou não, o que somou rigorosamente é o fato de estabelecer a prática do que estava aprendendo. Sem prática, ninguém aprende ou desenvolve nada. Na obra missionária/evangelística não é diferente. Deus deseja nos amadurecer neste sentido concedendo-nos sabedoria, agilidade, capacidade e profissionalismo espiritual através do ensino, da observação, mas principalmente através da prática.

QUARTA, 23 DE MAIO
Aprendendo com as falhas
(1 Pe 5:8; Lc 10:17; Mt 17:14-20)

            De muito maior valor do que os resultados é o nosso aprendizado. Você pode ter falhado em alcançar os frutos que tanto ansiou, mas, mais importante do que isto, somente uma situação: quando você aprendeu algo extremamente precioso com ela. Preste bem a atenção, não existe derrota ou fracasso na obra evangelística para os sinceros de coração. Na pior das hipóteses, mesmo que você não tenha dado o seu melhor, ou não tenha se organizado e planejado para tal trabalho missionário/evangelístico, só o reconhecimento e a certeza que precisará agir de maneira mais sensata na próxima vez, se torna motivo de satisfação e de vitória, pois a lição foi absorvida. Uma derrota ou fracasso, no coração dos que desejam fazer o melhor, se tornam ferramentas nas mãos de Deus para nos ensinar lições preciosíssimas que milionário nenhum no mundo seria capaz de pagar ou comprar. Uma das melhores escolas de aprendizado, e que ninguém está disposto a passar, é justamente a escola das falhas. Encarar nossas falhas não é fácil, mas aprender com elas é um dever. Nossa oração ao Senhor deveria ser, que Deus nos ensine as preciosas lições da vida e do ministério, nem que seja por intermédio de nossos erros. Ellen White considera que, o Onipotente faz uso das nossas próprias experiências de vida para nos amadurecer e transformar o coração (MCP, v. 1, p. 17). Deus não se propõe, como por um milagre, inserir em nossa estrutura psicológica, a maturidade, a sabedoria, a eficiência e a capacitação, pois, por sermos homens e mulheres pensantes, racionais, conscientes, com livre arbítrio, para que estas virtudes estejam bem firmadas em nossa estrutura psicológica, elas precisam, pela ação do Espírito Santo, serem marcadas ou impressionadas por um aprendizado baseado no desejo, esforço, labuta e experiências diárias pessoais – e as nossas falhas acabam se tornando as mais preciosas lições pelo fato de elas serem impactantes e dolorosas. Deus ensinou Moisés a ser manso e a depender dEle na escola do sofrimento do deserto. O ensinou a ser paciente fazendo com que cuida-se de ovelhas por quarenta anos. Assim como à Moisés, Sob o mesmo princípio, embora de maneiras diferentes, Deus deseja alicerçar e fundamentar de maneira eficaz os nossos aprendizados, nem que isto aconteça na escola do sofrimento e das falhas.

QUINTA E SEXTA 24 e 25 DE MAIO
Aprendendo com o sucesso
(2Pe 3:9; 1Co 3:6)

            O sucesso de um homem (a), na obra missionária, pode ser uma faca de dois gumes. Em outras palavras, a possibilidade de ser ferir com ela é maior. O sucesso missionário poderá conduzir-nos para um aprendizado maior, ou para desaprender lições importantes na vida espiritual.

Aprendizado maior – Quando, através da prática, somos auxiliados pelo Espírito Santo, e, com toda a força de nosso coração e consciência, temos profunda convicção que o sucesso foi outorgado por Deus e que a glória pertence unicamente a Ele, como em um jogo, estaremos aptos a passar para uma nova fase de aprendizado e de maturidade espiritual. Há uma frase muito importante no meio popular que afirma uma verdade inquestionável: “Não nasci para o sucesso, nasci para a fidelidade”. O sucesso aqui sugerido é o brilho ou a glória dos nossos atos que na verdade não nos pertence. A única realidade que deve nos pertencer nesta circunstância é apenas o reconhecimento pelos nossos esforços, mas, lembre-se, “toda a glória” pertence exclusivamente à Deus. Se este reconhecimento se fundamentar em nossas percepções, com certeza, novas dádivas nos serão concedidas sem limites. Guarde bem este pensamento: Deus ampliará nossas fronteiras de acordo com a humildade que adquirirmos.

Lições desaprendidas – Quando damos o nosso melhor e Deus nos auxiliar para alcançar o sucesso, e, por alguma razão, nos esquecemos que foi Deus quem nos habilitou, capacitou e nos amadureceu para alcançar o êxito, começaremos a passar por um processo de dez-ensinamento. A arrogância, soberba e orgulho são as mais imponentes ferramentas de Satanás para impedir nosso progresso de capacitação realizada pelo Espírito Santo. Portanto, se não soubermos lidar com nossas concepções, exercitando a todo momento a plena convicção de que, por melhores que sejamos, não deixamos de ser pó, e que Deus é quem plenamente nos habilita, fatalmente, não duraremos muito tempo na obra de Deus ou jamais alcançaremos um novo sucesso. Quanto maior a arrogância e o orgulho, maior será a queda.

Finalizo dizendo que, com o sucesso podemos aprender a sermos cada vez mais útil nas mãos de Deus, ou aprenderemos a nunca mais ter sucesso como missionário. No entanto, precisamos estar atentos, pois nossas emoções tentam nos trair a todo o momento (Jr 17:9).



[1]Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” e “tratado teológico adventista” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico e colportor efetivo por um ano na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia e cursou extensão em arqueologia do oriente próximo pela UEPB. Gilberto G. Theiss é autor de vários livros e artigos e é inteiramente submisso e fiel tanto à mensagem bíblico-adventista quanto à seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. No entanto Gilberto Theiss faz questão de ressaltar que, toda esta biografia acima é destituída de valor, e que o único currículo valioso que possui é o de Deus, sua família, irmãos e amigos fazerem parte de sua vida. O resto tem o seu devido lugar, porém fora e bem distante do pódio. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 07 – 2º Trimestre 2012


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 07 – 2º Trimestre 2012
(12 a 19 de maio)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 12 DE MAIO
Evangelismo corporativo e testemunho

            “E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros” (2Tm 2:2)

            Pensamento Chave: Todos tem um chamado a aceitar e uma missão a cumprir.

            Imagine um grande quebra cabeça com muitas peças, talvez umas 200. Com muito ânimo, você começa a montar uma por uma. O tempo vai passando e as peças, cada vez mais, vão se encaixando até que, de-repente, para sua surpresa, as peças acabaram, mas algumas lacunas do quebra cabeça ainda permaneceram. O que houve? Certamente o jogo veio sem algumas peças, ou elas, de alguma forma se perderam. Quanta frustração. Seu ânimo em conseguir montar todo o quebra cabeça foi por água abaixo. Na igreja, no aspecto missionário, não é muito diferente deste quebra cabeça. Muitas das estratégias realizadas na igreja, se tivesse o apoio e envolvimento de todos os membros, os resultados seriam bem mais eficientes. Todas as pessoas podem ser úteis no evangelismo e testemunho, mas claro, antes de serem úteis, elas precisam ser encorajadas, treinadas e confiadas ao sacerdócio de todos os crentes. A corporatividade da obra missionária é estratégia divina, pois, além de evangelizar os outros, elas mesmas são avivadas por estarem se envolvendo. A igreja como um todo é beneficiada e a unidade e aproximação é exercitada. Se não conseguirmos envolver o máximo de pessoas, no final, embora seja possível montar todo o quebra cabeça evangelístico, algumas lacunas permanecerão. Reconheço que, infelizmente, nem todos desejam se envolver. Mas, veja bem, você alguma vez já perguntou a essas pessoas de que forma elas poderiam se envolver? Às vezes devemos deixar nossa indução evangelística, ou seja, deixa de pressionar as pessoas para permitir que façam o que gostariam. Creio que desta maneira os dons poderiam ser mais bem aproveitados e a igreja seria mais beneficiada, pois teríamos mais pessoas envolvidas.

           
DOMINGO, 13 de MAIO
Permitindo que a mão esquerda e a direita saibam
(Ec 4:9-12; At 16:14,15,33,34)

            Lembro-me de algumas poucas pessoas que tinham o costumes de, todos anos, montar um programa missionário na igreja. Os programas em si eram excelentes, mas, o detalhe é que, geralmente poucos participavam desta estratégia evangelística, além de quase ninguém ficar sabendo. Somente nos dias de batismos é que a igreja como um todo, ficava conhecendo os motivos de alguns interessados estarem descendo às águas.
            Às vezes reclamamos que os membros não se envolvem e não patrocinam os programas evangelísticos da igreja. Mas, não seria por menos, pois muitas das vezes eles nem ficam por dentro do que está rolando. Em alguns casos até sabem, mas, este saber, é pouco mais que os que não sabem absolutamente nada. Os líderes, quando pensarem em algo a ser executado, precisam exercitar a necessidade de, de alguma forma, envolver o máximo de membros possível. Com este objetivo, permitir que a igreja tenha conhecimento dos novos projetos e da necessidade do envolvimento de todos. Muitas das vezes o que falta para algumas igrejas é exatamente aquele tipo de comunicação capaz de mover até os mais preguiçosos e desencorajados. Muitos projetos não passam da primeira fase justamente pela maneira tão mediana em que são executados. A igreja sofre quando, em sua liderança, homens e mulheres trabalham com objetivos tão egoístas. Também existem aqueles que, infelizmente, pensando somente na glória da conquista, hesitam em dividir a estratégia e as funções. Desta forma, se tudo funcionar muito bem, não terá que dividir a glória. Temos que ter em mente que, o trabalho foi dado a todos, mas a glória só pertence a Deus. Àqueles que pretenderem fazer o trabalho do Senhor com objetivos egoístas, será muito melhor não fazer absolutamente nada, pois a mão do Senhor, poderá pesar sobre estes desafortunados.
             
SEGUNDA, 14 DE MAIO
Planejando juntos
 (1Co 14:40; Sl 37)

             Pessoas que não possuem um alvo e planejamento na vida, com certeza não irão muito longe e jamais surpreenderão suas próprias expectativas. No entanto, se os cristãos apreciam ser medianos (medíocre), em suas vidas pessoais, que não sejam da mesma maneira com a obra de Deus. Às vezes queremos forçar a igreja ser exatamente da maneira como somos, e isto se constitui num grave erro. Quando digo em alvos, não estou limitando a batismos, pois, nossos alvos podem e devem ser planejados de acordo com as maiores necessidades da igreja em questões evangelísticas. Não vejo mal no alvo de batismos, mas vejo grande perigo quando o batismo se torna nosso único alvo. Um planejamento que visa batizar muitas pessoas deve conter também uma estratégia de doutrinamento para conter a evasão pelas portas do fundo. Uma estratégia bem montada visará uma séria manutenção dos membros que já fazem parte da igreja para que ela cresça em membros e ao mesmo tempo cresça em fortalecimento da identidade cristã. Uma igreja saudável é aquela que batiza muitas pessoas, mas, ao mesmo tempo consegue efetuar o trabalho de conservação. Quando os líderes, reunidos em grupos, elaboram sua estratégia para aquele determinado ano evangelístico, agora, com o alvo e o plano estabelecido, devem expor à igreja de maneira sólida e envolvente. Os membros da igreja precisam sentir o calor, determinação e paixão pela estratégia construída, e se assim forem motivados, com certeza, o que nasceu e se construiu com poucos, agora será abraçado por muitos.

TERÇA, 15 DE MAIO
Trabalhando em equipe
(Mt 10:2-4; Mc 3:16-19; Lc 6:12-16; Fp 1:5-18)

            Não haverá resultados grandiosos em trabalhos solitários. Nunca foi plano de Deus que as pessoas, em questões missionárias e evangelísticas, se dividissem e trabalhassem ilhadas. O ditado popular que diz, “a união faz a força”, além de um ditado, é na verdade a mais pura realidade. Alguns profissionais admitem que, quando uma pessoa não aceita trabalhar em grupo, ela, provavelmente tenha algum tipo de dificuldade para se relacionar ou então, não confia que outros poderiam desempenhar o mesmo papel, em excelência, como ele.
            Se olharmos para a palavra de Deus, perceberemos que, somente unidos em propósito é que eles conseguiram fazer grandes proezas evangelísticas. As maiores campanhas evangelísticas aconteceram justamente quando estavam unidos em equipe. O pentecostes é um exemplo do poder de Deus e ao mesmo tempo do poder da unidade – trabalho em equipe. Não quer dizer que você não deva dar um estudo bíblico, ou não deva visitar alguém sozinho. A lição aqui se refere ao trabalho baseado em empenho, planos e objetivos centralizados no mesmo propósito e estratégia. Uma igreja que não se envolve em equipe, poderá oferecer grande frutos evangelísticos, mas, se ela trabalhar, pra valer, em equipe, munida do poder de Deus, ela será invencível.

QUARTA, 16 DE MAIO
Cada pessoa faz sua parte
(Ef 4:15, 16)

            No trabalho em equipe não significa que todos devam fazer exatamente a mesma coisa. O corpo humano contém muitos membros que trabalham ao mesmo tempo em plena harmonia com um único propósito. Da mesma maneira, a igreja, como um grande corpo que possui muitos membros, deve trabalhar sob a mesma bandeira. O programa proposto, ou a estratégia elaborada, deve ser construído sobre os diversificados dons que compõe a igreja. Todas as pessoas envolvidas devem realizar uma parte muito peculiar, porém que seja capaz de unificar os propósitos. Por exemplo: Uma equipe de oração é bem diferente de uma equipe de duplas missionárias, mas, embora muito diferentes, os dois se completam sob o mesmo objetivo e propósito, o de alcançar pessoas para o reino de Deus. Cada pessoa faz sua parte, porém estas partes, de alguma forma estão entrelaçadas e ligadas a um único desígnio. Os líderes das igrejas precisam dar extrema atenção a estas questões. Ignorá-las trará grandes prejuízos para a igreja. Admiti-las redundará em grandes bênçãos.  Aliás, a igreja é exatamente formada pelo líder que tem. Eu diria até que, a igreja merece o tipo de líder que escolhe. Se o líder é um homem ou mulher de visão, de oração, comprometido com Deus, e que abraça os melhores métodos, não tenho dúvidas que esta igreja será vibrante e saudável. Todavia, se o líder não possui grandes virtudes e ainda não passa de um indivíduo mediano (medíocre), esta igreja com seus membros também não irá muito longe.

QUINTA E SEXTA 17 e 18 DE MAIO
A necessidade de unidade coletiva
(Cl 1:28, 29)

            Gostaria de ressaltar uma preocupação muito particular. A necessidade de unidade coletiva é importante para o crescimento da igreja, mas também deve ser importante para a conservação da mesma. A preocupação com batismos é saudável, mas deixará de ser saudável se a preocupação não passar disso. A triste realidade é que, muitos tem se preocupado apenas com batismos, o que não é errado, mas pode se tornar errado quando não há preocupação com os que estão saindo pelas portas do fundo. A falta de preparação adequada do candidato é uma das razões de grande apostasia. Infelizmente, alguns batizam, batizam e batizam, apenas para garantir uma posição supostamente melhor no ministério ou para ser bem visto pelo presidente do campo. Enquanto isto, voltando à vida real, muita gente vai saindo da igreja como se nunca nela estivesse.       Precisamos com urgência ser unidos na coletividade com propósitos também de conservação. Quando os líderes sentarem-se juntos para elaborar estratégias missionárias para o determinado ano, que se lembrem da necessidade de um bom plano de conservação dos que ainda não criaram uma identidade sólida na igreja. Eu faço um apelo para que levem isto a sério, pois, se alguém se apostatar devido ao descuido proposital, o sangue destes clamará diante de Deus por justiça, e ai dos que negligenciaram esta tarefa. A realidade é que, os líderes foram inseridos nesta posição para batizar, mas também para conservar. Pense nisso...

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia e cursou extensão em arqueologia do oriente próximo pela UEPB. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 06 – 2º Trimestre 2012


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 06 – 2º Trimestre 2012
(5 a 12 de maio)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 5 DE MAIO
Evangelismo pessoal e testemunho

            “Vocês são minhas testemunhas, declara o Senhor, e meu servo, a quem escolhi” (Is 43:10)

            Pensamento Chave: A alegria da salvação é uma das poucas coisas que desejamos ardentemente oferecer aos outros a qualquer custo.

            Os amigos possuem um poder muito grande de influenciar outrem para o bem ou para o mal. Em nosso caso específico, devemos fazer de nosso laço de influência um poder para atrair pessoas à Cristo. Isto é como um perfume que usamos. Todos ao redor sentem o cheiro e o apreciam, mesmo que à distância. No entanto, o perfume sozinho fará muito pouco se não formos próximos e influentes o suficiente para permitir que as pessoas desejem saber sobre o tal perfume. Nossa vida de testemunho como evangelismo pessoal será inevitável se tivermos disposição para tal. Como uma lâmpada no lugar apropriado, nossa vida deve conter fragrâncias do evangelho que não podem ser escondidos. Há pessoas que são luzes para o mundo, mas, infelizmente ficam tentando esconder essa luz para não ser vista. Mas, para os que não possuem vergonha do evangelho, este evangelho trará grande bênção somente pelo uso do exemplo. Agora, se nosso exemplo não fizer pelos outros, o que Deus deseja, e pior ainda, se nosso exemplo afastar pessoas do verdadeiro evangelho, grande perigo estaremos atraindo para nós. Ao mesmo tempo em que podemos ser uma bênção, podemos também ser uma maldição. Em um mundo onde os maus  exemplo é compartilhado por todos os lados, Deus deseja que façamos do bom exemplo, uma poderosa arma para resgatar as pessoas das mentiras propagadas pelo mundo.
           
DOMINGO, 6 de MAIO
Meu Deus e eu
(At 4:13 e 14)

             Deus poderia permitir que os anjos fizessem o trabalho de apresentação da verdade ao mundo. No entanto, este privilégio concedido aos anjos não seria munido do mesmo poder que os humanos, quando são coerentes com a verdade. Um anjo não foi resgatado das drogas, do adultério ou da criminalidade. Um anjo do Céu não teve problemas de família, caráter ou de vícios. Esta é a grande diferença, pois, ninguém melhor que àqueles que passaram por tais experiências para dizer com firmeza o quanto o poder do evangelho verdadeiro é, de fato, regenerador. Mas, lembre-se que, uma vida sem coerência com a verdade, não estará apta a testemunhar com o poder advindo de Deus por intermédio da verdade vivida. Claro que, em alguns casos, Deus, por misericórdia pode até falar poderosamente por intermédio de pessoas hipócritas, mas, temos que ter em mente que se trata de casos específicos e isolados com propósitos bem definidos. A lição é clara e contundente, se quisermos ser homens e mulheres repletos do poder de Deus devemos fazer valer a verdade em nossas vidas. Ellen White, certa feita, ponderou que, “Se nos humilhássemos perante Deus, e fôssemos bondosos e corteses, compassivos e piedosos, haveria uma centena de conversões à verdade onde agora há apenas uma” (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 189). Em outra ocasião ela escreveu que “A sinceridade de desígnios, a verdadeira bondade de coração, eis o motivo a que o céu dá valor” (MDC, 81).
                                   
SEGUNDA, 7 DE MAIO
Meu campo missionário pessoal
 (Jo 1:37-50)

             Embora Deus tenha nos convidado a pregar o evangelho a toda nação, tribo, língua e povo, precisamos compreender que, o campo missionário mais próximo e necessitado é àquele em que nossos parentes e amigos vivem. Alguns, até de maneira cômica, afirmam que os amigos mais próximos e, em especial, os parentes, são na realidade os campos mais difíceis, talvez se assemelhando apenas à janela 10/40. Alguns conseguem, pelo poder de Deus, levar os amigos e parentes aos pés de Cristo, mas, infelizmente, muitos não conseguem realizar a mesma proeza. O campo missionário onde estão inseridas as pessoas mais próximas de nós, podem ser um dos campos mais frutíferos. Claro que, como comentado, o mesmo pode não acontecer em outros casos. Independente dos casos, sendo positivos ou não, todos nós recebemos de Deus a missão de testemunhar primeiramente dentro de nossa própria casa e no círculo de amizades próximas. A expressão, santo de casa não faz milagre está muito além de ser uma mera mentira, pois, o milagre se concretizando ou não, todos devemos, aos olhos de nossos amados, demonstrar a devida santidade. Sei que há corações que são tremendamente insensíveis, mesmo diante da ação do Espírito Santo, mas, mesmo assim, sei também que Deus pedirá conta de tudo o que deixarmos de fazer para que nossos amigos e parentes tenham mais fácil acesso ao evangelho de Deus. A grande verdade é que, muitos amigos íntimos e parentes não se convertem ou não sentem o desejo de se entregar ao que acreditamos por não ver em nós algo que venha valer a pena. Parece que, ninguém melhor do que eles para, nos conhecer o suficiente, para entender se este evangelho é realmente verdadeiro ou não. Bom, a lição é clara, meu campo missionário pessoal é, primariamente, o meu lar. Eles se convertendo ou não, devo exemplificar o evangelho em minha vida.

TERÇA, 8 DE MAIO
Meu potencial pessoal
(Salmo 139)

            Há dois exemplos distintos de pessoas que, por sua capacidade pessoal, tiveram rumos diferentes. Moisés, por ser um homem esplendidamente capacitado, e Lúcifer por ser mais esplendido que Moisés. A diferença entre ambos é que, um se achou tão capacitado que invejou e politicou pela vaga do céu que pertencia somente à Deus. O outro, Moisés, embora tenha estudado nas melhores universidades do Egito, e conhecesse muito bem a ciência de sua época, quando se deparou com a sagracidade e importância da obra de Deus, se sentiu muito pequeno para ela. Não há dúvidas que, Deus pode capacitar uma criança para realizar uma grande obra, mas, também não há dúvidas que, se perdermos o foco do significado desse potencial existente em nós, fatalmente seremos destruídos. O detalhe é que, Deus nos concede um poder capaz de potencializar nossas habilidades, mas, se nós o usarmos de maneira equivocada, esse mesmo poder poderá nos destruir. Usar de maneira equivocada pode ser entendido de várias maneiras: 1º Acreditar que nossas habilidades nos tornam melhores que os outros; 2º Acreditar que, por alguma razão, somos superiores; 3º Usar nossas habilidades e autoridade para subjulgar os que não se alinham conosco; 4º Acreditar que ninguém seria melhor que você para aquela função; 5º Quando perder uma função de importância, ficar aborrecido. Enfim, pode haver outras situações que indiquem quando estamos usando mal nossa potencialidades. O mais crucial entender na lição de hoje é que, Deus nos capacita para realizar Sua obra, mas Ele não pretende conceder habilidades e potencializá-las se tivermos a tendência de agir como Lúcifer. A frase “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos” pode ter algum fundo de verdade, justamente, pela simples razão de haver pessoas que se esquecem que em nós não há absolutamente nada de bom, e que tudo provêm de Deus. A finalidade da concessão de dons da parte de Deus, é para manutenção e conclusão da obra e não para servir de massagem do ego ou engrandecimento pessoal.

QUARTA, 9 DE MAIO
O testemunho de uma vida justa
(1 Pe 3:1-15; Mt 5:16)

            Que mulher permaneceria casada com um homem que, mesmo depois de tantas promessas de amor e de fidelidade, continua vivendo uma vida de solteiro? Que homem aceitaria se casar com uma mulher que não leva a sério as responsabilidade de uma vida a dois limitada à fase do namoro? Bom, qualquer pessoa sensata seria capaz de perceber que o estilo de vida de um indivíduo pode não estar condizendo com suas palavras. Desta forma, o pensamento que falará bem alto em sua consciência é que, esta pessoa não passa de um hipócrita. Isto significa que a mensagem deste indivíduo pode não ser coerente e confiável.
            Infelizmente, em nossos dias, há muitos vendedores oferecendo produtos piratas, falsificados ou até roubados. Mas, neste caso cabe uma pergunta muito séria: “Você compraria um produto de um vendedor que tivesse um currículo e comportamento duvidoso? Uma pessoa ajuizada com certeza não compraria. Da mesma forma, você aceitaria em uma mensagem que fala de cura, quando o orador desta mensagem é um exemplo de que a cura não funciona? Observe que, mesmo que a mensagem seja verdadeira, ela não fará sentido na vida de pessoas que não vivem esta mensagem. Isto não é uma questão de ser legalista ou perfeccionista, embora sejamos falhos, Deus nos concede sua Graça para sermos capacitados a viver no dever da obediência. Não é uma troca, pois a salvação é completamente por intermédio de Cristo, se trata de entrega completa e profundo desejo de ser representante da mensagem que é poderosamente capaz de transformar o coração humano. Deus concede poder para vencer e capacita o homem que verdadeiramente deseja andar retamente e com integridade. Querendo ou não, a mensagem, para ser poderosa, ela deve estar acompanhada do testemunho. Sem testemunho a mensagem não deixará de ser meras palavras, e mais nada.

QUINTA E SEXTA 10 e 11 DE MAIO
Contribuição parcial para o programa total
(Jo 4:37, 38)

             Embora alguns insistam em se envolverem de maneira muito independente, os resultados, de alguma , poderão ser coletivos. Há um ditado muito conhecido que afirma que, “Em um time de futebol, o gol da vitória deve ser de todos, assim como a derrota, também deve ser de todos”. No ministério, a vitória final será de todos os envolvidos. Um semeia a palavra, o outro colhe, e o outro fundamenta as convicções. Vemos nesta engenhosidade, no mínimo, três pessoas envolvidas de forma direta. Semeadura e colheita é um  longo processo que encontra no caminho muitos contribuintes. O conflito entre o bem e o mal perdura quase seis mil anos, e ao longo de toda esta batalha muitos soldados feridos em batalhas espirituais, desceram à sepultura. Em nossos dias, assim como no passado, são os muitos os soldados que estão em campo batalhando pelo Senhor, pela verdade e pelos perdidos. Como visto, a participação é bastante coletiva e os resultados que se fundamentarão no futuro suscitará uma grande festa de comemoração pela vitória. Vitória esta que se deu desde o início da batalha entre o bem e o mal. Todos deixarão suas marcas neste grande conflito, e por este motivo, todos os que batalharam serão convidados a partilhar das condecorações que haverá no céu.

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia e cursou extensão em arqueologia do oriente próximo pela UEPB. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

sábado, 28 de abril de 2012

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 05 – 2º Trimestre 2012


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 05 – 2º Trimestre 2012
(28 de abril a 5 de maio)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 28 DE ABRIL
Evangelismo e testemunho sequenciais

            “Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebe-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições” (1 Co 3:2, NVI)

            Pensamento Chave: O leite materno é o primeiro alimento que uma criança recém nascida precisa receber. No evangelismo o procedimento é o mesmo.

            Deus dotou seu povo de sabedoria com o objetivo de criar métodos e estratégias evangelísticas que sejam capazes de alcançar os corações perdidos. Uma destas estratégias são os estudos sequenciais em linha de conteúdo progressivo. Da mesma maneira em que deve-se dar à uma criança recém nascida o devido leite materno, assim, com os que estão começando as séries de estudo, deve-se dar o alimento espiritual apropriado. Há pessoas, até bem intencionadas, que gostariam de oferecer, primeiramente, um estudo sobre as 2300 tardes e manhãs. Observe que, se o candidato ainda não aprendeu a ser amiga de Jesus, e não aprendeu a confiar na Bíblia, que sentido teria estudar as 2300 tardes e manhã? Percebe? Os estudos devem ser sequenciais em ordem ascendente de temas relevantes e apropriados. Se fizermos o contrário disto, algo poderá contribuir para o fracasso do estudo. Por este motivo é que, a igreja adventista possui estudos bíblicos em sequências lógicas. Assim, será mais fácil o estudante da Bíblia compreender melhor as verdades bíblicas. Lembre-se que, um estudo oferece suporte para compreender o estudo seguinte.
           
DOMINGO, 29 de ABRIL
Evangelismo sequencial e necessidades sentidas
(Lc 9:11; Mt 25:35-40)

            Um dos métodos mais significativos para começar uma sequência evangelística ou estudo bíblico é se tornando amigo dos interessados. Nada será mais poderoso do que esta estratégia. Claro que, não deve apenas ser uma estratégia, devemos ser verdadeiramente amigos delas. Se conquistarmos a amizade destas pessoas, com certeza, tudo no evangelismo ou nos estudos será mais fácil. No entanto, uma das formas de conseguir conquistar a amizade é através do atendimento às suas necessidades. Todas as pessoas possuem necessidades básicas e necessidades urgentes. Ajudá-las em suas necessidades, desde a oferta de um pão até o compartilhamento de palavras confortadoras, enfim, qualquer ajuda fortalecerá a capacidade de compreensão da verdade e do poder do evangelho. Oferecer um ombro amigo, fará muito mais que uma simples campanha evangelística. Como bem ilustrou o autor desta frase: “Palavras não fazem pão”. A expressão é contundente e repleto de significado, e claro, nos ensina que o agir será mais eficaz que meras palavras. Devido às mentiras e hipocrisias ensinadas em todo o cristianismo, as pessoas, a primeiro momento, tendem a desconfiar dos pregadores do evangelho. Esta barreira precisa ser derrubada, e o meio para isto é se tornando um auxiliador, amigo e irmão delas. Desta forma, não haverá muralhas psicológicas que sejam intransponíveis para alcançar os corações perdidos.
                                   
SEGUNDA, 30 DE ABRIL
Leite e alimento sólido
 (1Co 3:1-3; 1Pe2:2; Jo16:12)

             Lembro-me bem da minha conversão pessoal, pois foi muito marcante e repleta de erros que me ensinaram lições muito preciosas. Eu havia recebido os estudos sequenciais e, como na maioria das vezes, aprendi os temas em ordem progressiva de verdades mais leves para verdades mais sólidas. No entanto, quando aprendi que o domingo era o sinal da besta, fiquei tão impressionado que comecei a dizer para todas as pessoas conhecidas a este respeito. O resultado foi trágico, pois começaram a dizer que eu acabara de me tornar um fanático religioso. Enfim, esta experiência foi uma entre tantas, mas que me serviu de lição para entender bem que primeiro vem o leite e depois o alimento sólido.
            Jesus mesmo foi muito cuidadoso e na maioria das vezes ele manteve suas mensagens na pessoa dEle mesmo. Era necessário que os ouvintes compreendessem acima de tudo que a salvação se encontrava apenas nEle. Se os ouvintes entendessem esta verdade preciosa, a partir deste momento, estavam preparadas a começar a ouvir as outras verdades ligadas a Cristo. Mesmo os discípulos, após 3 anos de aprendizado, acabaram não compreendendo algumas das lições mais significativas. Isto indica que o evangelho, embora semeado no coração pelo Espírito Santo, deve ser apresentado de uma maneira em que as pessoas sejam capazes de assimilar. Uma verdade oferece suporte para outra verdade. Uma boa sugestão de sequência para um trabalho bem desenvolvido pode ser esta:

1º - Conquistar a amizade e a confiança das pessoas e ser um amparo para elas. Sendo sempre amável, cortês, bondoso e um auxiliador;
2º - Ajudá-las a confiar na Bíblia como única regra de fé e de verdades;
3º - Ajudá-las a serem amigas incondicionais de Jesus confiando plenamente Nele;
4º - Ajudá-la a entender o quanto Deus nos ama, que Ele deseja curar nossas feridas, e que a vida tem um propósito;
5º - Apresentar o grande plano de salvação em Cristo somente;
6º - Se os interessados alcançarem essas 5 primeiras metas com sucesso, agora sim, em ordem progressiva, pode-se começar a apresentar o evangelho mais sólido. Mas deve-se começar dos assuntos mais simples para os mais sólidos. Obs: As 5 primeiras etapas levam tempo. Em alguns casos levam menos tempo que outros.

TERÇA, 1 DE MAIO
Verdades decisivas
(Jo 6:54-66; 14:15)

            Cada grupo exige um tratamento especial. Em alguns casos, devido suas crenças anteriores, é necessário que recebam um contato e estudo da forma apresentada no comentário de segunda. Outros, por já conhecerem a Deus e seu plano de salvação, talvez fosse possível pular algumas etapas. No entanto, o que às vezes atrapalha, é o fato de muitos evangelistas ou líderes de igreja pretenderem fazer batismos relâmpagos impedindo logicamente a sequência exigida para conseguir alcançar o coração das pessoas de maneira sólida. Consequentemente, muitos se batizam, mas, logo acabam se apostatando. Batizam-se ou pela euforia do momento, ou pela imprudente insistência do evangelista. Esta insistência em fazer batismos relâmpagos, ou realizar batismos de pessoas despreparadas em um curto espaço de tempo pode ser interpretada pela ânsia de buscar promoção no ministério ou de apresentar um relatório invejável aos colegas de trabalho. Claro, sem falar das competições que existe na mentalidade subdesenvolvida de alguns. Todas estas maneiras de trabalhar trazem grandes problemas para a obra, pois a apostasia acaba se tornando um problema causado não por Satanás, mas pelos próprios ministros do Senhor. Na verdade este tipo de comportamento acaba se tornando um tiro no próprio pé, pois cria um crescimento fantasioso e virtual. No papel a igreja possui 17 milhões de membros, mas, na prática, a igreja talvez não passasse de 10 milhões. Mas, voltando ao assunto, Deus revelou em Sua palavra profética que, as mensagens que deveriam ser levadas a todo o mundo são as 3 mensagens angélicas (Ap 14). Esta revelação, de certa forma, também está insinuando qual o tipo de mensagem que Ele deseja que seja levado aos povos. Este puxão de orelha serve especialmente para aqueles que passam a vida toda pregando apenas o leite. Devemos nos aproximar das pessoas com o leite, mas, inevitavelmente, chegará o momento em que o alimento sólido deverá ser oferecido. E este momento não deve ser postergado, a não ser que surja uma razão muito óbvia. Verdades decisivas são aquelas que causam divisão. Divisão dos velhos conceitos para os novos. Verdades que vão inserir as pessoas em um campo de batalha espiritual. E claro, para minimizar as escandalosas apostasias que tem ocorrido, devemos criar nessas pessoas uma identidade puramente adventista. Este é o papel das mensagens mais sólidas. Se ficarmos apenas no leitinho materno, estaremos preparando as pessoas para serem apenas meros evangélicos. Nada mais que isso.

QUARTA, 2 DE MAIO
Medindo o crescimento espiritual
(Gn 3:9, 13; Mt 16:13-15; 22:41-46; Mc 9:33; Lc 2:46)

            Medir o crescimento espiritual pode ser uma das atividades mais negligenciadas pelo instrutor ou pelos evangelistas. É possível que no auditório, muitos tenham participado de todas as palestras, mas não tenham assimilado em suas vidas todas estas informações. É necessários que estas pessoas sejam visitadas e ao mesmo tempo, que lhes seja dado oportunidades reais de se manifestar. Pode ser que tenham alguns problemas que, para elas não há solução, quando na verdade, às vezes, uma simples palavra de encorajamento seria suficiente. Deve-se, no decorrer do programa evangelístico ou dos estudos, haver um acompanhamento bem aproximado das pessoas interessadas. Elas precisam assimilar a ideia que estamos muito interessados nelas. Visitações, encontros sociais e uma aproximação baseada na amizade deve ser uma rotina, já que desejamos muito que elas se decidam. Não devemos visitar apenas para preencher as fichas, mas visita-las para ter certeza que essas pessoas estão em crescimento espiritual ascendente. Ouvir suas necessidades e contribuir para que seu crescimento espiritual seja real, deve ser uma de nossas preocupações. Métodos precisam ser elaborados nesta direção, mas não somente elaborados – devem ser cumpridos. Nesta ocasião, me lembro das pessoas que deram estudos para mim. Elas sempre me visitavam, convidavam para almoçar, e sempre que faziam alguma viagem especial, me levavam junto. Tudo isto fez com que o evangelho encontrasse guarida em meu coração com mais impacto e força. No evangelismo em Belo Horizonte, fiz algo semelhante com meus interessados, e pode acreditar, funciona pra valer.

QUINTA E SEXTA 3 e 4 DE MAIO
Preparando uma colheita
(Lc 8:4-15; Jo 16:7,8,13)

            Como uma planta, as pessoas precisam de cuidados especiais constantes. Não adianta plantar a semente e depois deixar que ela se vire sozinha. Devemos constantemente aguar, retirar os matos que crescem ao redor, e no processo de seu desenvolvimento precisa receber outros cuidados até que se torne uma árvore robusta capaz de sobreviver sozinha. Enfim, esta lição foi dada pelo próprio Deus. A comparação foi feita por quem entende do assunto. O que às vezes acontece é que, as pessoas recebem toda a atenção necessária para tomar a decisão, mas quando tomam a decisão, são esquecidas. São poucas as igrejas que ainda mantém as classes pós-batismo em funcionamento. São poucas as igrejas que mantém um assíduo programa de conservação dos membros. Graças ao bom Deus, há campos hoje que não estão mais parabenizando pastores apenas pelo número de, mas também pelo número de pessoas que eles também tem conservado. Este paradigma está mudando e em alguns campos a exigência de resultados tem se tornado diferente. Antes era assim: Quanto você batizou? O relatório diz que foram 300 pessoas. Agora é assim: Qual é o valor exato de crescimento? O relatório diz que foram 300 batismos e 50 apostasias, então, o valor exato de crescimento foi de 250 pessoas. Esta mudança tem ocorrido e com certeza contribuirá para um trabalho mais eficaz e genuinamente verdadeiro (me desculpe pela redundância, foi proposital). Não posso terminar sem antes dizer algo extremamente importante. Embora as estratégias sejam importantes, é Deus quem faz as coisas acontecerem. Se não tivermos estratégia nenhuma, mas formos inteiramente fiéis a Deus, os resultados serão sempre os melhores e os mais surpreendentes. Na história de Gideão podemos ter esta certeza. Deus pretendia que Gideão lutasse com apenas 300 homens, e ainda ofereceu a eles como armas, trombetas, cântaros vazios e tochas (Jz 7:16). Gideão tinha um exército que, aos olhos humanos, seria derrotado em menos de 2 minutos de confronto. As armas que Deus lhes deu, na verdade não eram armas, e o máximo que poderiam matar com isso é a própria coragem de enfrentar os adversários. A lição de Deus é simples: Tudo o que Deus requer para nos dar a vitória é nossa confiança, entrega e obediência plena. As armas eram insignificantes assim como nós mesmos. Sem Deus, e sem obediência, nossas lutas e estratégias serão como estas armas insignificantes. A vitória só vem do Senhor, esta é a lição.

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia e cursou extensão em arqueologia do oriente próximo pela UEPB. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Livros Escritos:
·         Acendendo a luz da verdade
·         Música e o Grande Conflito
·         Profecias que abalarão a Igreja e o Mundo
·         Encruzilhada – Princípios para uma vida melhor e abundante
·         Despertar de um Mandamento
·         Comentário Homilético do Livro de Romanos
·         Comentário Homilético do Livro de Gálatas
·         A História Revelada e a Verdade Confirmada – História da igreja
·         Cronologia do Salmo 150 e os Conflitos sobre Tambores e Danças
·         Adoração em Conflito
·         Editor e Coordenador da Meditação Matinal Permanente “Reavivamento e Reforma”


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