sábado, 26 de maio de 2012

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 09 – 2º Trimestre 2012


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 09 – 2º Trimestre 2012
(26 de maio a 2 de junho)

Comentário: Gilberto G. Theiss[1]

SÁBADO, 26 DE MAIO
Liberdade para ministrar

            “Como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!” (Rm 10:15)

            Pensamento Chave: Treinamento sem ação não é treinamento.

            Certa vez, uma associação, por intermédio do diretor de evangelismo, realizou para todo o campo um treinamento para evangelistas voluntários. Muitas pessoas aceitaram o convite e não gastaram um centavo para serem treinadas, pois o campo pagou todas as despesas de alojamento, alimentação e materiais. Depois, observei que, alguns dos que realmente se tornaram evangelistas voluntários, não estavam entre àqueles que estiveram no treinamento, mas, pasmem, os que se tornaram evangelistas estavam dentre os que não foram no treinamento. Temos que ser mais organizados nesta questão, pois, às vezes a igreja investe valores altíssimos para treinar pessoas que jamais farão uso do que aprendeu. Infelizmente há sempre àqueles que desejam ir aos treinamentos por causa simplesmente do passeio, ou da comida gratuita, ou dos brindes. Portanto, atente para este fato,  quando escolher as pessoas, que sejam àquelas que realmente procurarão fazer uso do que aprenderam. Creio que, pelos frutos teremos uma impressão melhor de quem é quem. Sei que há pessoas em nosso meio com capacidades fantásticas que, precisam de um bom treinamento. No entanto, precisamos, antes de investir  especificamente nestas pessoas, procurar ter o máximo de confiança possível nos resultados que elas poderão oferecer. Creio que toda a igreja deva receber treinamento, mas, cada um na sua área específica para que os recursos sejam aplicados de maneira correta e certeira. Assim, não perderemos dinheiro e o que é mais precioso, o tempo e as pessoas certas.

           
DOMINGO, 27 de MAIO
Responsabilidade compartilhada
(Êx 18:13-26)

            Compartilhar as responsabilidades significa confiar a outros as mais importantes tarefas. Alguns, visando o sucesso das atividades, ficam receosos de confiar determinadas responsabilidades a outrem. Infelizmente, por mais responsáveis que estes sejam, não delegar, ou compartilhar as atividades do ministério, não estarão cumprindo os desígnios de Deus. No fundo, o que motiva alguns não compartilharem o trabalho, se deve ao fato de não confiarem nos outros. Em outras palavras, o senso, mesmo que imperceptível, de superioridade de capacidade é o que os impedem de dividirem as atividades. Ninguém é perfeito o suficiente para acreditar que somente em suas mãos as coisas funcionarão bem. O plano de Deus é que, todos sejam comissionados a desempenhar alguma responsabilidade na obra. Seja um leigo ou não, todos possuem um lugar especial no ministério. Deus deseja capacitar homens e mulheres que sejam desprovidos do próprio eu, e que sejam capazes de exercer o ministério com paixão e dedicação. Os erros poderão surgir, mas, movidos pelo Espírito Santo, serão capazes de realizar grandes feitos. Mas, como líderes, é necessário fazer a nossa parte: ensinar, treinar, motivar e especialmente confiar. Dar oportunidades aos outros compartilhando as responsabilidades é nosso dever e missão. Se os outros não sabem fazer, é nosso ministério também ensiná-los. Lembre-se que, os grandes líderes, são aqueles que são capazes de formar novos líderes, mas, para isto, é necessário confiar e compartilhar as tarefas.
           
                                   
SEGUNDA, 28 DE MAIO
Arriscar para alcançar o sucesso
 (Mt 7:17-18)

            Na vida como um todo é assim – cheia de riscos, sucessos e fracassos. Quando nos casamos, qual a garantia que recebemos que a pessoa amada jamais nos deixará? Quando os filhos vieram ao mundo, qual a garantia que os pais tiveram de que eles jamais os frustrarão? Dividir a vida, as estratégias e os planos são decisões que fazemos desde cedo na vida e não estamos imunes às frustrações que este tipo de aliança ou decisão poderá nos acarretar. No entanto, esta explanação serve apenas para exemplificar que, na obra de Deus, os riscos de fracasso em manter uma parceria existem, mesmo que trabalhemos sozinhos. No entanto, os riscos de alcançar o sucesso também são reais. O mais importante nesta estratégia, com riscos de sucesso ou fracasso, é que vem de Deus. Fomos chamados por Deus para desempenhar um ministério altruísta e não egoísta. Não somos chamados para trabalhar ilhados, mas para sermos unidos e confiantes em propósitos. O Espirito Santo capacitará e abençoará os esforços humanos, especialmente se eles estiverem unidos no mesmo objetivo. A confiança e consequentemente a divisão de tarefas redundará em resultados maiores e mais eficazes. Ninguém terá sucesso no casamento se não se arriscarem a casar-se. Desta mesma forma, ninguém terá sucesso no ministério ou na liderança de uma igreja se não se arriscarem a confiar responsabilidades aos demais.

TERÇA, 29 DE MAIO
Adaptando trabalhadores para a colheita
(At 6:1-8)

            Embora tenhamos que dividir as responsabilidades, confiar, treinar e motivar a igreja para o ministério devemos tomar muito cuidado quanto às pessoas que escolhemos para estar à frente. Moisés, quando aconselhado por Jetro, não escolheu qualquer pessoa para representar a liderança de Israel. Ele foi minucioso na escolha e levou em consideração principios relevantes para o tipo de responsabilidade. No Novo Testamento não vemos atitudes diferentes, pois, quando os diáconos foram escolhidos, observamos o mesmo rigor nas escolhas. Os que foram escolhidos foram indicados criteriosamente. Assim, nos dias atuais, não devemos tratar a obra do Senhor com leviandade. Deve-se escolher pessoas para representar a igreja, o ministério e as funções evangelísticas, àqueles que, através de seu testemunho pessoal, sejam capazes de apresentar a essência do poder de Deus. Vidas que não estejam de acordo com a mensagem, despertará mais desconfiança e incredulidade do que confiança e fé na mensagem de Deus. Embora exista uma forte tendência em nossos dias de tratar as coisas espirituais de maneira tão liberal, temos que ter em mente que, a obra não deve ser manchada por testemunhos equivocados e estranhos à verdade. Escolher pessoas com testemunho adequado pode ser falsamente representado como arrogância por parte de quem os escolheu, mas, independente de serem assim, tais escolhas são feitas com autorização da palavra de Deus.

QUARTA, 30 DE MAIO
Crescimento espiritual por meio do trabalho
(Jo 7:17; 4:36)

            Todos os cristãos estão a caminho do crescimento ou morte espiritual. Os que, rotineiramente, perdem seu tempo com novelas, filmes, vídeo games, ou outra coisa destituída de espiritualidade, estão confinando-se à morte espiritual. Por outro lado, aqueles que estão investindo em tempo de qualidade com Deus, estes estão em contínuo crescimento espiritual. Mas, além de separar tempo de qualidade com Deus, àqueles que estão, de alguma forma, envolvidos na pregação do evangelho, estão em um ritmo de crescimento espiritual inigualável. Ser um missionário potencializa o crescimento em Cristo ou santificação. Ler a Bíblia, orar e testificar são os mais importantes ingredientes para uma vida de acréscimo espiritual. Nada pode se igualar a estes três ingredientes. Não é fácil explicar como isto acontece, o que sabemos é que de fato acontece. Envolver-se no trabalho de Deus trás benefícios sem limites. Somos mais abençoados do que as pessoas que estão recebendo a luz da palavra de Deus. Somos mais agraciados pelo toque do Espírito do que as pessoas que estão aprendendo conosco. Uma dica imprescindível para quem está morrendo espiritualmente é, seja um missionário ou um evangelista, e a glicose espiritual voltará a circular em suas veias novamente. Não há outra forma de estar bem espiritualmente. Qualquer pessoa que não esteja, de alguma forma envolvida na obra, não será capaz de sobreviver muito tempo na vida cristã. Esta é uma realidade indiscutível.

QUINTA E SEXTA 31 DE MAIO
Harmonizando através do envolvimento
(At 1:15-26; 15:36-40)

            Interessante notar que, uma igreja que não trabalha dá trabalho. Esta regra e realidade parecem perseguir-nos constantemente. Se sua igreja parece lhe dar muitos trabalhos e dores de cabeça, então, chegou a hora de fazê-la trabalhar intensamente. Envolver a todos é uma boa solução para resolver os demais problemas na igreja. A grande verdade é que, enquanto as mãos estiverem ocupadas, menor será a possibilidade de levantarem os dedos para acusar alguém. Outra frase interessante é, “mente vazia, oficina do diabo”, pois, se os membros não tiverem absolutamente nada para fazer, suas mentes ficarão a mercê do diabo para semear pensamentos de discórdia. Portanto, o segredo é, faça o povo trabalhar e eles lhe darão poucos problemas. O envolvimento oferta união e pensamento uniforme. Mesmo sobre tais condições, é possível que haja alguns contratempos, mas significativamente será bem menor. Montar uma estratégia evangelística/missionária e ajudar a igreja comprar a ideia fará que todos girem em torno deste mesmo propósito. Desta maneira, com a mente envolvida no mesmo objetivo, fará com que as diferenças sejam seus aliados. O envolvimento é a senha para o crescimento da igreja em todos os sentidos.



[1]Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” e “tratado teológico adventista” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico e colportor efetivo por um ano na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia e cursou extensão em arqueologia do oriente próximo pela UEPB. Gilberto G. Theiss é autor de vários livros e artigos e é inteiramente submisso e fiel tanto à mensagem bíblico-adventista quanto à seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. No entanto Gilberto Theiss faz questão de ressaltar que, toda esta biografia acima é destituída de valor, e que o único currículo valioso que possui é o de Deus, sua família, irmãos e amigos fazerem parte de sua vida. O resto tem o seu devido lugar, porém fora e bem distante do pódio. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Primeira prova da existência da Belém bíblica


Arqueólogos israelenses acharam em Jerusalém um selo de argila com a inscrição “Bat Lechem”, que se supõe ser a primeira evidência arqueológica da existência de Belém durante o período que aparece descrito na Bíblia, informou nesta quarta-feira a Autoridade de Antiguidades de Israel. Trata-se de uma espécie de esfera de argila que se usava para carimbar documentos e objetos, que foi encontrada nas polêmicas escavações do “Projeto Cidade de David”, situado no povoado palestino de Silwán, no território ocupado de Jerusalém Oriental. Datada entre os séculos VII e VIII a.C., a peça é meio milênio posterior às Cartas de Amarna, uma correspondência diplomática em língua acádia sobre tabuletas de argila entre a Administração do Egito faraônico e os grandes reinos da época e seus vassalos na zona.

O descobrimento anunciado nesta quarta-feira remete a uma época posterior, a do Primeiro Templo Judeu (1006-586 a.C.), citada no Antigo Testamento como parte do reino da Judeia.

“É a primeira vez que o nome de Belém aparece fora da Bíblia em uma inscrição do período do Primeiro Templo, o que prova que Belém era uma cidade no reino da Judeia e possivelmente também em períodos anteriores”, assinalou o responsável pelas escavações, Eli Shukron, em comunicado. “A peça é do grupo dos ‘fiscais’, ou seja, uma espécie de selo administrativo que era usado para carimbar cargas de impostos que se enviavam ao sistema fiscal do reino da Judeia no fim dos séculos VII e VIII a.C”, acrescenta a especialista.

(Fonte: Terra)

Nota: Ao invés de encontrarem vestígios que reprove algum fato narrado pela Bíblia, na verdade, as descobertas, uma a uma, vão confirmando a sua veracidade. Estas descobertas se tornam como testemunhas contra aqueles que ainda persistem, embasado pelo preconceito, em se manter em guerra à Bíblia.

Por que o darwinismo é falso (parte 3 de 3)


(Leia antes, Parte 1 e parte 2)

Biogeografia - Argumentos teológicos também são proeminentes no Origem das Espécies. Por exemplo, Darwin argumentou que a distribuição geográfica das coisas vivas não fazia sentido se as espécies tivessem sido criadas separadamente, mas faria sentido no contexto de sua teoria. Casos como “a presença de espécie peculiar de morcegos em ilhas oceânicas e a ausência de todos os demais mamíferos terrestres”, Darwin escreveu, “são fatos completamente inexplicáveis na teoria de atos independentes de criação.” Em particular: “Por que, pode ser perguntado, tem a suposta força criadora produzido morcegos e nenhum dos outros mamíferos nas ilhas remotas?” Segundo Darwin, “no meu ponto de vista, essa questão pode ser facilmente respondida, pois nenhum mamífero terrestre pode ser transportado por um espaço vasto de mar, mas os morcegos podem cruzar voando.”[34] 

Mas Darwin sabia que a migração não pode explicar todos os padrões de distribuição geográfica. Ele escreveu no Origem das Espécies que “a identidade de muitas plantas e animais, nos cumes das montanhas, separadas umas das outras por centenas de quilômetros de planícies, onde as espécies alpinas, possivelmente, não poderiam existir, é um dos casos mais surpreendentes conhecido de mesma espécie vivendo em pontos distantes sem a aparente possibilidade de elas terem migrado de um ponto para o outro”. Darwin argumentou que uma idade do gelo recente “oferece uma simples explicação desses fatos”. Plantas e animais do Ártico que estivessem “quase que naquela ocasião” poderiam ter crescido em toda parte na Europa e América do Norte, mas, “quando o calor retornou plenamente, as mesmas espécies, que então tinham vivido juntas nas planícies europeias e norte-americanas, novamente seriam encontradas nas regiões árticas do Velho e do Novo Mundo, e em muitos cumes de montanhas isoladas bem distantes umas das outras”.[35] 

Assim, alguns casos de distribuição geográfica podem não ser devido à migração, mas à divisão de uma população antes grande e bem distribuída em pequenas populações isoladas – que os biólogos modernos chamam de “vicariância”. Darwin argumentou que todas as distribuições modernas das espécies podiam ser explicadas por essas duas possibilidades. Mas há muitos casos de distribuição geográfica que nem a migração e nem a vicariância parecem ser capazes de explicar. 

Um exemplo é a distribuição mundial de aves que não voam, ou as “ratites”. Inclusos estão os avestruzes na África, as siriemas na América do Sul, emas e casuares na Austrália, e kiwis na Nova Zelândia. Uma vez que essas aves não voam, explicações baseadas na migração sobre vastas distâncias oceânicas são implausíveis. Depois que a deriva continental foi descoberta no século 20, pensou-se que as diversas populações poderiam ter se separado com as massas terrestres. Mas os avestruzes e kiwis são por demais recentes; os continentes já tinham se separado quando essas espécies se originaram. Assim, nem a migração nem a vicariância explicam a biogeografia dos ratites.[36] 

Outro exemplo são os caranguejos de água doce. Estudados intensivamente pelo biólogo italiano Giuseppe Colosi nos anos 1920, esses animais completam seu ciclo de vida exclusivamente em hábitats de água doce e são incapazes de sobreviver à exposição prolongada à água salgada. Hoje, muitas espécies muito semelhantes são encontradas em lagos e rios amplamente separados na América Central e do Sul, África, Madagascar, Europa meridional, Índia, Ásia e Austrália. As evidências fóssil e molecular indicam que esses animais se originaram muito depois de os continentes terem se separados, assim, sua distribuição é inconsistente com a hipótese de vicariância. Alguns biólogos especulam que os caranguejos podem ter migrado por “transporte transoceânico” em troncos ocos, mas isso parece improvável dada a incapacidade deles em tolerar água salgada. Assim, nem a vicariância, tampouco a migração fornecem uma explicação convincente para a biogeografia desses animais.[37] 

Uma explicação alternativa foi sugerida na metade do século 20 por Léon Croizat, biólogo francês que cresceu na Itália. Croizat descobriu que a teoria de Darwin “parecia não concordar de jeito nenhum com certos aspectos de fatos importantes da natureza”, especialmente os fatos de biogeografia. Na verdade, ele concluiu, “por ora, o darwinismo é apenas uma camisa de força... um odre totalmente decrépito para guardar vinho novo”. Croizat não argumentou a favor de atos de criação independentes; em vez disso, ele propôs que em muitos casos uma espécie primitiva amplamente dispersa se dividiu em fragmentos, depois seus remanescentes evoluíram em novas espécies em localidades paralelas, separadas, que eram extraordinariamente semelhantes. Croizat chamou esse processo de evolução paralela de “ortogênese”. Os neodarwinistas, como Ernst Mayr, todavia, salientaram que não existe mecanismo para ortogênese, o que implica – contrário ao darwinismo – que a evolução é guiada em certas direções; por isso eles rejeitaram a hipótese de Croizat.[38] 

Em seu livro Why Evolution Is True, Coyne (igual a Darwin) atribui a biogeografia de ilhas oceânicas à migração, e outras determinadas distribuições à vicariância. Mas Coyne (diferente de Darwin) reconhece que esses dois processos não podem explicar tudo. Por exemplo, a anatomia interna dos mamíferos marsupiais é tão diferente da anatomia interna dos mamíferos placentários que os dois grupos são considerados como tendo se separado há muito tempo. Mas existem esquilos marsupiais voadores, tamanduás e toupeiras na Austrália que extraordinariamente aparentam esquilos voadores placentários, tamanduás e toupeiras em outros continentes, e essas formas de vida se originaram muito depois de os continentes terem se separado. 

Coyne atribuiu as semelhanças a “um processo muito conhecido chamado evolução convergente”. Segundo Coyne, “é realmente bem simples. As espécies que vivem em hábitats semelhantes experimentarão pressões de seleção semelhantes de seu ambiente, de modo que elas podem evoluir adaptações semelhantes, ou convergir vindo a parecer e se comportar de modo muito parecido, muito embora elas não sejam relacionadas”. Coloque junto a ancestralidade comum, a seleção natural e a origem das espécies (“especiação”), “adicione o fato que as áreas distantes do mundo podem ter hábitats semelhantes, e você tem a evolução convergente – e uma explicação simples de um importante padrão geográfico”.[39] 

Isso não é o mesmo que a “ortogênese” de Croizat pela qual as populações de uma espécie, após se tornarem separadas das demais, evoluem paralelamente devido a alguma força diretiva interna. Segundo a “evolução convergente” de Coyne, os organismos que são fundamentalmente diferentes uns dos outros evoluem através da seleção natural para se tornar superficialmente semelhantes porque eles habitam ambientes semelhantes. O mecanismo para ortogênese é interno, enquanto o mecanismo para convergência é externo. Todavia, nos dois casos, o mecanismo é crucial: sem ele, a ortogênese e a convergência são palavras que simplesmente descrevem padrões biogeográficos, e não explicações de como surgiram esses padrões. 

Assim, a mesma pergunta pode ser feita sobre a convergência que foi feita à ortogênese: Qual é a evidência para o mecanismo proposto? De acordo com Coyne, o mecanismo de convergência envolve a seleção natural e a especiação. 

Seleção e especiação 

Coyne escreveu que Darwin “tinha pequena evidência direta para a seleção agindo em populações naturais”. Na verdade, Darwin não tinha evidência direta de seleção natural; o melhor que ele pôde fazer no Origem das Espécies foi “dar uma ou duas ilustrações imaginárias”. Somente um século mais tarde, Bernard Kettlewell forneceu o que ele chamou de “a evidência perdida de Darwin” para a seleção natural – uma mudança na proporção de mariposas salpicadas claras e escuras que Kettlewell atribuiu a camuflagem e predação por aves.[40] 

Desde então, os biólogos têm descoberto várias evidências diretas de seleção natural. Coyne descreveu algumas delas, inclusive um aumento mediano na profundidade dos bicos dos tentilhões das Ilhas Galápagos, e uma mudança no tempo de floração em plantas selvagens de mostarda no sul da Califórnia – os dois casos devido à seca. Como Darwin, Coyne também compara a seleção natural com a seleção artificial usadas em cruzamento de plantas e animais. 

Mas esses exemplos de seleção – natural bem como artificial – envolvem somente pequenas mudanças dentro das espécies existentes. Os criadores de animais estavam familiarizados com tais mudanças antes de 1859, e é por isso que Darwin não escreveu um livro intitulado Como Espécies Existentes Mudam ao Longo do Tempo; ele escreveu um livro intitulado Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural. “Darwin chamou sua grande obra deOrigem das Espécies”, escreveu o biólogo evolucionista de Harvard, Ernst Mayr, em 1982, “porque ele estava plenamente consciente do fato de que a mudança de uma espécie em outra era o problema mais fundamental da evolução.” Mas Mayr tinha escrito anteriormente: “Darwin falhou em resolver o problema indicado pelo título de sua obra.” Em 1997, o biólogo evolucionista Keith Stewart Thomson escreveu: “Uma questão de tarefa inacabada para os biólogos é a identificação da prova/evidência indisputável da evolução”, e “a prova/evidência indisputável da evolução é a especiação, não é adaptação local e diferenciação de populações.” Antes de Darwin, o consenso era de que as espécies podiam variar somente dentro de certos limites; na verdade, séculos de seleção artificial tinham, aparentemente, demonstrado experimentalmente tais limites. “Darwin tinha que demonstrar que os limites podiam ser quebrados”, escreveu Thomson, “e nós também.”[41] 

Em 2004, Coyne e H. Allen Orr publicaram um livro detalhado intituladoSpeciation [Especiação], no qual eles salientaram que os biólogos não tinham sido capazes de concordar sobre uma definição de “espécie” porque nenhuma única definição serve para todos os casos. Por exemplo, uma definição aplicável a organismos vivos, sexualmente reprodutores pode não fazer sentido algum quando aplicada a fósseis ou bactérias. Na verdade, existem mais do que 25 definições de “espécie”. Qual definição é a melhor? Coyne e Orr argumentaram que, “quando for decidir sobre um conceito de espécie, alguém deve primeiro identificar a natureza do ‘problema de espécie’ e depois escolher o conceito que melhor resolve aquele problema”. Como a maioria dos demais darwinistas, Coyne e Orr favorecem o “conceito biológico de espécie” [Biological Species Concept – BSC] de Ernst Mayr, pois, conforme esse conceito, “espécies são grupos de populações naturais que podem se cruzar e que são isoladas reprodutivamente de outros grupos”. Em seu livroWhy Evolution Is True, Coyne explica que o conceito biológico de espécie é “aquele que os evolucionistas preferem quando estudam a especiação, porque leva qualquer um ao cerne da questão evolucionária. Sob o BSC, se alguém puder explicar como as barreiras reprodutivas evoluíram, esse alguém explicou a origem das espécies”.[42] 

Teoricamente, as barreiras reprodutivas surgem quando as populações geograficamente separadas divergem geneticamente. Mas Coyne descreve cinco “casos de especiação ocorrendo na hora” e que envolvem um mecanismo diferente: a duplicação de cromossomo, ou “poliploidia”.[43] Isso geralmente acontece após a hibridização entre duas espécies de plantas existentes. A maioria dos híbridos é estéril porque seus cromossomos incompatíveis não podem se separar apropriadamente a fim de produzir pólen fértil e ovários; ocasionalmente, contudo, os cromossomos em um híbrido duplicam espontaneamente, produzindo dois pares perfeitamente combináveis e tornando possível a reprodução. O resultado é uma planta fértil reprodutivamente isolada dos dois progenitores – uma nova espécie, conforme o BSC. 

Mas a especiação por poliploidia (“especiação secundária”) tem sido observada somente em plantas. Isso não fornece evidência a favor da teoria de Darwin de que as espécies se originam através da seleção natural, e nem para a teoria neodarwinista de especiação pela separação geográfica e divergência genética. Na verdade, segundo o biólogo evolucionista Douglas J. Futuyma, a poliploidia “não concede novas e importantes características morfológicas... [e] nem causa a evolução de novos gêneros” ou níveis mais altos na hierarquia biológica.[44] 

Desse modo, a especiação secundária não resolve o problema de Darwin. Somente a especiação primária – a divisão de uma espécie em duas através da seleção natural – seria capaz de produzir o padrão de árvore ramificada da evolução darwinista. Mas ninguém tem observado a especiação primária. A prova/evidência indisputável da evolução nunca foi encontrada.[45] 

Ou será que a prova/evidência indisputável da evolução foi encontrada? 

Em seu livro Why Evolution Is True, Coyne afirma que a especiação primária foi observada em um experimento noticiado em 1998. Curiosamente, Coyne não mencionou isso no livro de 2004, que ele escreveu junto com Orr, mas seu relato disso em 2009 vale a pena ser citado com todas as letras: 

“Nós até podemos ver a origem de uma nova espécie ecologicamente diversa de bactéria, tudo dentro de um único frasco de laboratório. Paul Rainey e seus colegas da Universidade Oxford colocaram uma cepa da bactériaPseudomonas fluorescens em um pequeno frasco contendo caldo nutriente, e simplesmente observaram. (É surpreendente, mas verdadeiro que tal frasco contém realmente diversos ambientes. A concentração de oxigênio, por exemplo, é mais alta no topo e mais baixa no fundo.) Dentro de dez dias – não mais do que algumas centenas de gerações –, o ancestral das bactérias ‘lisas’ flutuando livremente tinha evoluído em duas formas adicionais ocupando partes diferentes da proveta. Uma, chamada de ‘espalhadora de rugas’, formou um tapete em cima do caldo. A outra, chamada de ‘espalhadora difusa’, formou um tapete no fundo. O tipo de ancestral liso persistiu no ambiente líquido no meio da proveta. Cada uma das duas novas formas era geneticamente diferente do ancestral, tendo evoluído através da mutação e seleção natural para se reproduzir melhor em seus respectivos ambientes. Aqui, então, não é somente a evolução, mas a especiação ocorrendo no laboratório: a forma ancestral produziu e coexistiu com dois descendentes ecologicamente diferentes, e nas bactérias tais formas são consideradas espécies distintas. Após um curto período de tempo, a seleção natural na Pseudomonas produziu uma ‘radiação adaptativa’ em pequena escala, o equivalente de como os animais ou plantas formam espécies quando eles encontram novos ambientes numa ilha oceânica.”[46] 

Mas Coyne omite o fato de que quando as formas ecologicamente diferentes foram colocadas de volta no mesmo ambiente, elas “sofreram uma rápida perda de diversidade”, segundo Rainey. Nas bactérias, uma população distinta ecologicamente (chamada de “ecotipo”) pode, sim, se constituir numa espécie separada, mas somente se a distinção for permanente. Como o microbiologista evolucionista Frederick Cohan escreveu em 2002, espécies nas bactérias “são ecologicamente distintas uma das outras; e elas são irreversivelmente separadas”.[47] A reversão rápida de distinções ecológicas quando as populações bacterianas no experimento de Rainey foram colocadas de volta no mesmo ambiente refuta a afirmação de Coyne de que o experimento demonstrara a origem de uma nova espécie. 

Exagerar a evidência para promover o darwinismo não é coisa nova. No caso dos tentilhões de Galápagos, a profundidade média dos bicos reverteu ao normal após a seca. Não houve evolução qua evolução, muito menos especiação. Mesmo assim, Coyne escreveu em seu livro Why Evolution Is True que “tudo que nós exigimos da evolução por seleção natural foi amplamente documentado” pelas pesquisas dos tentilhões. Uma vez que as teorias científicas permanecem ou caem devido à evidência, a tendência de Coyne exagerar a evidência não é coisa boa para a teoria que ele está defendendo. Quando um livreto publicado em 1999 pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos chamou a mudança de bicos dos tentilhões de “um exemplo particularmente convincente de especiação”, o professor de Direito de Berkeley e crítico de Darwin Phillip E. Johnson escreveu no The Wall Street Journal: “Quando nossos principais cientistas têm que recorrer ao tipo de distorção que colocaria um corretor da Bolsa na cadeia, você sabe que eles estão em dificuldades.”[48] 

Então, existem instâncias observadas de especiação secundária – que não é o que o darwinismo precisa –, mas nenhuma instância observada de especiação primária, nem mesmo em bactérias. O bacteriologista britânico Alan H. Linton procurou relatos de confirmação de especiação primária e concluiu, em 2001: “Não existe nenhuma na literatura afirmando que uma espécie foi demonstrada como tendo evoluído em outra espécie. As bactérias, a forma de vida independente mais simples de todas, são ideais para esse tipo de pesquisa, com tempos de geração de vinte a trinta minutos, e as populações são alcançadas após dezoito horas. Mas, por 150 anos de ciência de bacteriologia, não existe nenhuma evidência de que uma espécie de bactéria se transformou em outra espécie.”[49]

Conclusões 

Darwin chamou seu livro Origem das Espécies de “um longo argumento” para sua teoria, mas Jerry Coyne nos deu um longo blefe. O livro Why Evolution Is True tenta defender a evolução darwinista pelo rearranjo do registro fóssil; pela deturpação do desenvolvimento dos embriões vertebrados; por ignorar a evidência para a funcionalidade dos alegados órgãos vestigiais e o DNA não codificante, e depois promover o darwinismo com argumentos teológicos sobre “design ruim”, por atribuir alguns padrões biogeográficos para convergência devido a supostos processos “bem conhecidos” de seleção natural e de especiação; e depois exagerar a evidência a favor da seleção e especiação e fazer parecer que elas pudessem realizar o que o darwinismo exige delas. 

A evidência concreta revela que as principais características do registro fóssil são embaraçosas para a evolução darwinista; que o desenvolvimento embrionário inicial é mais consistente com origens separadas do que com ancestralidade comum; que o DNA não codificante é plenamente funcional, e contrário às predições neodarwinistas; e que a seleção natural não pode realizar nada mais a não ser seleção artificial – o que significa dizer mudanças mínimas dentro das espécies existentes. 

Diante de tal evidência, qualquer outra teoria científica teria sido, provavelmente, abandonada há muito tempo. Julgado pelos critérios normais da ciência empírica, o Darwinismo é falso. Ele permanece, apesar da evidência, e o entusiasmo de Darwin e seus seguidores em defendê-lo com argumentos teológicos sobre a criação e design sugere que sua permanência não tem nada a ver com a ciência.[50] 

Apesar disso, os estudantes de biologia podem achar útil o livro de Coyne. Considerando-se a informação exata e a liberdade de exercer o pensamento crítico, os estudantes podem aprender do livro Why Evolution Is True como os darwinistas manipulam a evidência e a misturam com teologia a fim de reciclar uma teoria falsa que já deveria ter sido descartada há muito tempo. 

Notas: 

34. Darwin, The Origin of Espécies, Chapters XIII (p. 347-352) and XV (p. 419). Disponível online(2009) aqui.
35. Darwin, The Origin of Espécies, Chapters XII (p. 330-332). Disponível online (2009) aqui.
36. Alan Cooper, et al., C. Mourer-Chauviré, C. K. Chambers, A. von Haeseler, A. C. Wilson & S. Paabo, “Independent origins of New Zealand moas and kiwis”, Proceedings of the National Academy of Sciences USA 89 (1992): 8741-8744. Disponível online (2008) aqui. Oliver Haddrath & Allan J. Baker, “Complete mitochondrial DNA genome sequences of extinct birds: ratite phylogenetics and the vicariance biogeografia hypothesis”, Proceedings of the Royal Society of London B 268 (2001): 939-945. John Harshman, E. L. Braun, M. J. Braun, C. J. Huddleston, R. C. K. Bowie, J. L. Chojnowski, S. J. Hackett, K. L. Han, R. T. Kimball, B. D. Marks, K. J. Miglia, W. S. Moore, S. Reddy, F. H. Sheldon, D. W. Steadman, S. J. Steppan, C. C. Witt & T. Yuri, “Phylogenomic evidence for multiple losses of flight in ratite birds”, Proceedings of the National Academy of Sciences USA 105 (2008): 13462-13467. Abstract disponível online (2008) aqui. Giuseppe Sermonti, “L’evoluzione in Italia - La via torinese / How Evolution Came to Italy - The Turin Connection”, Rivista di Biologia/Biology Forum 94 (2001): 5-12. Disponível online (2008) aqui.
37. Giuseppe Colosi, “La distribuzione geografica dei Potamonidae”, Rivista di Biologia 3 (1921): 294-301. Disponível online (2009) aqui. Savel R. Daniels, N. Cumberlidge, M. Pérez-Losada, S. A. E. Marijnissen & K. A. Crandall, “Evolution of Afrotropical freshwater crab lineages obscured by morphological convergence”, Molecular Phylogenetics and Evolution 40 (2006): 227-235. Disponívelonline (2009) aquiR. von Sternberg, N. Cumberlidge & G. Rodriguez, “On the marine sister groups of the freshwater crabs (Crustacea: Decapoda: Brachyura)”, Journal of Zoological Systematics and Evolutionary Research 37 (1999): 19-38. Darren C. J. Yeo, et al., “Global diversity of crabs (Crustacea: Decapoda: Brachyura) in freshwater”, Hydrobiology 595 (2008): 275-286.
38. Léon Croizat, Space, Time, Form: The Biological SynthesisPublicado pelo autor (Deventer, Netherlands: N. V. Drukkerij Salland, 1962), p. iii. Robin C. Craw, “Léon Croizat’s Biogeographic Work: A Personal Appreciation”, Tuatara 27:1 (August 1984): 8-13. Disponível online (2009) aqui. John R. Grehan, “Evolution By Law: Croizat’s ‘Orthogeny’ and Darwin’s ‘Laws of Growth’”, Tuatara27:1 (August 1984): 14-19. Disponível online (2009) aqui. Carmen Colacino, “Léon Croizat’s Biogeography and Macroevolution or... ‘Out of Nothing, Nothing Comes’”, The Philippine Scientist 34 (1997): 73-88. Ernst Mayr, The Growth of Biological Thought (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1982), p. 529-530.
39. Coyne, Why Evolution Is True, p. 92-94. 
40. Coyne, Why Evolution Is True, p. 116. Darwin, The Origin of Species, Capítulo IV (p. 70). Disponível online (2009) aqui. H. B. D. Kettlewell, “Darwin’s Missing Evidence”, Scientific American200 (March, 1959): 48-53. 
41. Ernst Mayr, The Growth of Biological Thought (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1982), p. 403. Ernst Mayr, Populations, Species and Evolution (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1963), p. 10. Keith Stewart Thomson, “Natural Selection and Evolution’s Smoking Gun”, American Scientist 85 (1997): 516-518. 
42. Jerry A. Coyne & H. Allen Orr, Speciation (Sunderland, MA: Sinauer Associates, 2004), p. 25-39. Coyne, Why Evolution Is True, p. 174. 
43. Coyne, Why Evolution Is True, p. 188. 
44. Douglas J. Futuyma, Evolution (Sunderland, MA: Sinauer Associates, 2005), p. 398. 
45. Wells, The Politically Incorrect Guide to Darwinism and Intelligent Design, capítulo 5 (“The Ultimate Missing Link”), p. 49-59. 
46. Coyne, Why Evolution Is True, p. 129-130. 
47. Paul B. Rainey & Michael Travisano. “Adaptive radiation in a heterogeneous environment”, Nature394 (1998): 69-72. Frederick M. Cohan, “What Are Bacterial Species?”, Annual Review of Microbiology 56 (2002): 457-482. Disponível online (2009) aqui
48. Coyne, Why Evolution Is True, p. 134. National Academy of Sciences, Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, Second edition (Washington, DC: National Academy of Sciences Press, 1999), Chapter on “Evidence Supporting Biological Evolution”, p. 10. Disponível online(2009) aqui. Phillip E. Johnson, “The Church of Darwin”, The Wall Street Journal (August 16, 1999): A14. Disponível online (2009) aqui
49. Alan H. Linton, “Scant Search for the Maker”, The Times Higher Education Supplement (April 20, 2001), Book Section, p. 29. Frederick M. Cohan, “What Are Bacterial Species?”, Annual Review of Microbiology 56 (2002): 457-482. Disponível online (2009) aqui
50. Paul A. Nelson, “The role of theology in current evolutionary reasoning”, Biology and Philosophy 11 (October 1996): 493 - 517. Abstract disponível online (2009) aqui. Jonathan Wells, “Darwin’s Straw God Argument”, Discovery Institute (December 2008). Disponível online (2009) aqui. Jonathan Wells, “Darwin’s Straw God Argument”, Discovery Institute (December 2008). Disponível online (2009) aqui. 

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Esta é a primeira vez que dedico uma postagem a alguém. Na verdade, é dedicada a Francisco Salzano, Sergio Pena e demais signatários de uma carta enviada , manifestando preocupação e [se declarando] afrontados com o avanço e a defesa da teoria do Design Inteligente por cientistas da ABC. Esses cientistas revelaram espírito anticientífico ao tentar intimidar vozes científicas dissidentes e céticas da robustez epistêmica das atuais teorias científicas sobre a origem e evolução do Universo e da vida. A ciência qua experiência humana é sujeita a revisão e até simples descarte de suas mais queridas teorias, e não é impedindo a divulgação de ideias diferentes que se promove o avanço da ciência. Francisco Salzano, Sergio Pena et al, que vergonha: vocês são contra a livre circulação e debates de ideias científicas nas universidades. A carta de vocês vai entrar para a História da Ciência como exemplo-mor de “patrulhamento ideológico”, censura, e de uma profunda covardia ao não mencionar para o presidente da Academia Brasileira de Ciências o nome do cientista de renome e saber científico que promove a teoria do Design Inteligente no Brasil: o nome dele é Prof. Dr. Marcos Nogueira Eberlin, o segundo cientista brasileiro mais citado em publicações científicas. Escrevi isso acima com profundo desprazer de um lado, e por outro lado com profunda alegria de desafiar a Nomenklatura científica e mostrar suas partes intestinais podres na defesa do materialismo filosófico que posa como se fosse ciência!”


(Via criacionismo)

Leia também, Parte 1 e parte 2

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Hinologia Adventista em defesa da Trindade


HINOLOGIA ADVENTISTA EM DEFESA DA TRINDADE: UMA ANÁLISE DA PESSOA DO ESPÍRITO SANTO


INTRODUÇÃO

Há uma série de indivíduos atualmente que se jugam “portadores de uma nova luz”, luz esta que Deus teria dado a eles apenas. Por não possuírem formação teológica, orgulham-se de terem “muito” conhecimento em detrimento daqueles que estudaram, foram capacitados e chamados por Deus para exercerem o ministério pastoral. Não que Deus dependa de uma capacitação teológica para falar a Seus filhos, mas Ele usa de maneira especial aqueles a quem chamou para serem líderes de Seu povo aqui neste mundo.
Entre estes dissidentes, encontra-se um grupo resumido, que é contra a doutrina Bíblica da Trindade. Fundamentam boa parte de suas ideias nos pressupostos de que os pioneiros Adventistas não concordavam com esta doutrina e que a IASD se corrompeu anos mais tarde ao incorporar em seu corpo doutrinário o assunto da Trindade.  Entre os argumentos usados para sustentar esta fantasia, destaca-se a Hinologia Adventista e as supostas adulterações que a IASD teria feito ao longo dos anos nas letras dos hinos.
Como é de se esperar de um grupo que defende os ideais do dragão, as armas utilizadas só poderiam vir dele: engano e mentira. Ao tentarem impor a premissa que estão defendendo, deixam de pesquisar a fundo o assunto e citam apenas o que lhes agrada, não sendo fiéis à realidade.


ENTRANDO NO ASSUNTO

Tendo vista o que foi apresentado acima, o presente estudo mostrará como era a compreensão dos pioneiros sobre a Trindade analisando-se a Hinologia Adventista. O estudo será feito numa ordem temporal crescente, fazendo-se uma análise desde os primeiros hinários Adventistas. A primeira análise será no Hymns and Tunes for Those Who Keep the Commandments of God and the Faith of Jesus feito no ano de 1876 (o primeiro hinário com representações musicais). Seguindo-se a este hinário, será feito um estudo no Hymns and Tunes, feito em 1886 por Edson White e Franklin Belden. Depois será analisado Christ in Song produzido na virada do séc. XIX para o séc. XX (mais precisamente no ano de 1900) e, também hinários produzidos no século XX. Análise também contemplará hinários produzidos nos EUA e os produzidos aqui no Brasil.
Para melhor elucidar o assunto em questão a “Enciclopédia da Memória Adventista no Brasil: História dos Hinários Adventistas”, por Jetro de Oliveira, cita:

A segunda geração de pioneiros Adventistas, notavelmente, Edson White (filho de Ellen G. White) e seu primo Frank Belden, acrescentaram variedade, se não qualidade à hinologia Adventista. Edson White foi o primeiro a aprender como imprimir caracteres musicais para os hinários. Ele publicou um número de hinários de temperança e Escola Sabatina à vezes colaborando com Belden. Ambos eram compositores, e vários hinos de Belden ainda permanecem na hinologia Adventista. Desde 1886, três volumes dominaram a hinologia adventista. O primeiro foi Hymns and Tunes. Oficialmente intitulado The Seventh-day Adventist Hymn and Tune Book for Use in Divine Worship (O hinário ASD Para Uso no Culto Divino), a coleção foi compilada entre 1884 e 1886 por uma comissão especial da Associação Geral da IASD.
Na virada do século, F. E. Belden publicou Christ in Song. Este hinário substituiu o Hymns and Tunes, e permaneceu como o mais popular entre os Adventistas até 1941, quando foi publicado o atual Church Hymnal.[1]

1.    HINÁRIO HYMNS AND TUNES FOR THOSE WHO KEEP THE COMMANDMENTS OF GOD AND THE FAITH OF JESUS (Hinos e melodias para aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus), FEITO EM 1876 NOS EUA.


a)    Índice dos Assuntos


   Note que entre os assuntos propostos para serem cantados, há uma sessão específica dedicada à pessoa do Espírito Santo (os hinos que vão do 117 ao 123).

b)   Holy Spirit
  

O primeiro hino (número 163) foi preservado no hinário de 1886. A letra traduzida tem esta profunda mensagem:

"Vem, Santo Espírito, vem,
Nossas mentes da servidão libertar;
Então nós conheceremos e louvaremos
e amaremos, o Pai, o Filho, e a Ti".

            O segundo hino (número 164) ainda é mais profundo e possui uma verdade que tem sido diabolicamente atacada atualmente. Sua letra traduzida é:

Vem, Espírito Santo, hóspede celeste,
E faça tua mansão em meu peito
Dissipa as minhas dúvidas, controle meus medos,
E cura a angústia da minha alma.

TU ÉS DEUS de amor e paz divina,
Oh, faça tua luz brilhar dentro de mim!
PERDOE MEUS PECADOS, remova minha culpa,
E envie os sinais de teu amor.

            Claramente a letra do hino chama o Espírito Santo de Deus. E ainda evidencia pedindo para que Ele perdoe os pecados. Em Lucas 5:21 é dito que apenas Deus pode perdoar pecados.

 c)    Old Hundred


Este hino (167) em louvor ao Espírito Santo, também foi preservado e aparece no hinário Hymns and Tunes (1886), bem como no Christ in Song (1900). A diferença é que no hinário Christ in Song, não consta a terceira estrofe. Este hino será comentado mais adiante quando for feita a análise do Christ in Song. É válido ao leitor, entretanto, atentar para a quarta estrofe deste belíssimo hino que diz:

Espírito Santo, TODO DIVINO, mora dentro deste meu coração,
Derruba cada ídolo entronizado, reina supremo, e reina sozinho.

Como se pode notar até agora, a visão dos pioneiros quanto à Trindade não era tão fechada quanto tem se pintado pelos dissidentes atualmente. Os hinos (desde o primeiro hinário), já evidenciavam este fato.

 2.    HYMNS AND TUNES (Hinos e Melodias), FEITO EM 1886 NOS EUA. 


   a)    Hino nº 151
               

   A letra deste hino demonstra que a visão dos pioneiros não mudou após uma década. Desde o hinário de 1876 para este de 1886, nota-se que na liturgia musical, o assunto da Trindade estava sempre presente, era um tema sempre contemplado. A tradução segue-se abaixo:

"Vem, Espírito Santo, vem,
Nossas mentes da servidão libertar;
Então nós conheceremos e louvaremos
e amaremos, o Pai, Filho, e Ti".

b)   Hino nº 480


 Este é mais um hino em que claramente se nota o louvor as Três pessoas da Divindade celeste. Note o início de cada uma das estrofes na tradução abaixo:

"Cantemos o amor eterno,
Tal como na ação do Pai...
Cantemos o maravilhoso amor do Filho
Como ele deixou os domínios do alto...
Cantemos, também, o amor do Espírito;
Com nossos teimosos corações ele peleja..."

c)    Hino nº 1134


Não é de admirar, mais uma vez “os Três Dignitários do Céu” são louvados  e exaltados pelos pioneiros. A letra desse hino belíssimo, na terceira estrofe diz:

"Mas, de fato, Jeová se dignará
Aqui habitará, não como um convidado temporário.
Aqui nosso grande Redentor reinará,
E aqui o Espírito Santo repousará."

Além desses hinos mencionados acima, dezenas de outros no hinário de 1886 são orações ao Pai, mas também ao Filho e ao Espírito Santo. Para concluir a análise do Hymns and Tunes, apresentar-se-á o Hino 256 (que também aparece no hinário Christ in Song) cantado desde 1886 ao abrir muitos cultos na igreja adventista.

d)   Hino de nº 256


   Segue-se abaixo a tradução:

"Louve a Deus de quem todas as benção fluem;
Louvem-no todas as criaturas aqui em baixo;
Louvem-no no alto vós hostes celestiais;
Louvem o Pai, o Filho e o Espírito Santo!"

Como se pôde observar nas análises feitas nos hinos dos hinários datados de 1876 e 1886, a visão dos pioneiros quanto a Trindade não era de repúdio ou completa rejeição. Entretanto, rejeitavam a visão católica[2] acerca da Trindade. Uma visão em muito semelhante ao pensamento do monarquianismo modalístico, como bem apresentou Joseph Bates: “Com respeito à Trindade, concluí que me era impossível crer que o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, era também o Deus Todo-Poderoso, o Pai, um e o mesmo ser.”[3]
No ano de 1900, como já referido, Franklin Belden, revisou o hinário e produziu o que ficou conhecido como Christ in Song. Seguem-se abaixo os hinos trinitários usados pela IASD desde 1900 até 1941. Ellen White ainda usufruiu dos belíssimos hinos deste hinário por quinze anos de sua vida.

3.    HINÁRIO CHRIST IN SONG FEITO EM 1900 NOS EUA. 


   a)    Divisões Gerais


 Observe que dentro das divisões gerais do hinário existem seções de hinos em louvor ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Melhor ainda é que dentro destas mesmas divisões gerais encontra-se: “Praise to the Trinity”, Louvor a Trindade, como se segue na imagem abaixo:


  Ora, se o próprio filho de Ellen White juntamente com seu primo Franklin Belden, fizeram o primeiro hinário, e em seguida o Christ in Song (que foi apenas melhorado com revisões em alguns hinos e inseridos outros, possuindo também as representações musicais), feito pelo próprio Frank Belden, por que não houve confusão na igreja da época por causa disso? Por que não houve um reboliço com o que os dissidentes dizem ser tão grande heresia? Ellen White ainda era viva e cantou dez anos com o primeiro hinário analisado neste artigo feito em 1876, cantou 14 anos com o segundo hinário e 15 anos com este (ao todo trinta e nove anos louvando a Trindade Celeste). Sendo pessoas tão próximas a si (filho e sobrinho) seria natural que ela os repreendesse como o fez com outras diversas pessoas que erraram. Mas isto não aconteceu. Ao contrário, ela cantava os hinos. Apoiava a liturgia da igreja na época.
A seguir podem-se ver os hinos que eram cantados pelos pioneiros com o hinário Christ in Song.


b)   He Speaks Within (Ele fala interiormente)


 Alguns se levantam questionando acerca do trono do Espírito Santo: “Como ele é Deus, se a Bíblia não fala de seu trono?”, perguntam. Esse questionamento exige o seguinte entendimento: só é Deus se possui trono. Como a Bíblia não cita o trono do Espírito Santo, logo Ele não é Deus. Uma premissa no mínimo infantil. Este assunto, entretanto, não era dificuldade para os pioneiros que cantavam as estrofes do hino acima, afirmando: “O Espírito tem Seu trono; em cada coração que achar lugar, e espera somente ser conhecido.” O trono do Espírito Santo era no coração deles. Este sempre deve ser o lugar onde o trono do Espírito Santo deve estar.
c)    Light Divine (Luz Divina) 


Tradução:

Espírito Santo, luz divina, brilha sobre este meu coração,
Lança fora as sombras da noite.

Espírito Santo, poder divino, purifica este meu coração culpado;
Tão pecaminoso, sem controle, realiza domínio sobre minha alma.

Espírito Santo, TODO DIVINO, mora dentro deste meu coração,
Derruba cada ídolo entronizado, reina supremo, e reina sozinho.

 Que hino profundo! Que belíssimo louvor a Deus! Com uma letra tão inspiradora e profunda, surge uma pergunta um tanto retória: O que é DIVINO? Algo ou alguém divino não pode ser confundido com celeste. Os anjos são criaturas de Deus, são celestiais, pois habitam os céus. Entretanto, não são divinos. De acordo com o dicionário eletrônico Houaiss[4], divino é:
1.    Relativo a ou proveniente de Deus ou de um ou mais deuses.
2.    Concernente às coisas divinas; sagrado.
3.    Semelhante a Deus ou aos deuses, ou assim considerado.
4.    Superior ao padrão mais encontradiço; perfeito, maravilhoso, sublime.

Analisando a letra do hino que diz: “Espírito Santo, TODO DIVINO,” e comparando com a definição do que é divino pelo dicionário, como não entender que o Espírito Santo é Deus em sua essência?

d)   Fill me Now (Enche-me agora)


 Mais uma letra de hino poderosa: “Bendito, DIVINO, ETERNO Espírito, enche-me com amor, e enche-me agora.”
            Com uma letra assim, mais uma vez se faz necessário uma definição do que é eterno. Eterno é diferente de infinito. Infinito é algo que não tem fim. No entanto, o dicionário Houaiss[5] define eterno como:
1.    Fora do tempo, sem início ou fim.
Nota-se que o Espírito Santo além de divino, era louvado pelos pioneiros da IASD como um ser ETERNO, característica inerente apenas a Deidade.
e)    Praise Ye the Father (Louvai ao Pai)

Descrição: http://1.bp.blogspot.com/-s67wdhQvHSg/T7uLhxU9DsI/AAAAAAAAAF4/dJY5mT6q0Uc/s400/Louvor+aos+tr%25C3%25AAs+Eternos.PNG

 A terceira estrofe desse belíssimo hino diz:

“Louvai ao Espírito, Consolador de Israel,
Enviado do Pai e do Filho para nos abençoar; louvai ao Pai, Filho e ao Espírito Santo, LOUVAI AOS TRÊS ETERNOS.”

Que belíssima compreensão tinham os pioneiros acerca da Trindade. Que profundo entendimento possuíam acerca desse assunto e do Espírito Santo.

f)      Old Hundred


 Como este hino já foi comentado, não se faz necessário falar muito acerca do mesmo. Sua importância consiste em que ele esteve presente em todos os hinários da IASD desde o que foi publicado em 1876. Apenas relembrando, sua tradução segue abaixo:

"Louve a Deus de quem todas as benção fluem;
Louvem-no todas as criaturas aqui em baixo;
Louvem-no no alto vós hostes celestiais;
Louvem o Pai, Filho e o Espírito Santo!"

            A abordagem feita até o presente momento, já clarifica de tal maneira o assunto que poderia dar-se por encerrado. Entretanto, os combatentes da Trindade, também criticaram a IASD aqui no Brasil. Dizem eles que os hinários mais antigos em português, não possuíam o assunto da Trindade, que este tema foi introduzido apenas no atual Hinário Adventista. Para desmascarar esta grande mentira, este artigo prossegue na análise dos hinários brasileiros. O primeiro Hinário a ser analisado é o Hinário Adventista, o segundo hinário feito no Brasil. O primeiro foi o Cantae ao Senhor, criado em 1914. Ele teve quatro edições, sendo a última delas no ano de 1928. No ano de 1933, foi lançado o Hinário Adventista, que será contemplado a seguir.

4.    HINÁRIO ADVENTISTA DE 1933 FEITO NO BRASIL


   a)    Adoração


   Este hino de louvor, ainda cantado na IASD (número 581 do atual hinário), aparece com a mesma letra, apenas a palavra “Benfeitor” foi substituída pela palavra “Criador”, não possuindo nenhuma outra modificação. Como se vê no hino acima, a visão Adventista acerca da Trindade não foi imposta na década de 1980, como querem alguns. Ela apenas foi ratificada, redigida. Apenas foi confirmado algo que já se pregava e cantava nos hinos.

b)   Onipotente Rei


  Este hino é também mais uma prova de que a IASD já possuía conhecimento sobre a Trindade e que não foi algo imposto de vinte ou trinta anos para cá. Deus sempre conduziu Seu povo ao longo da história e deu a ele luz sobre Suas verdades.
A seguir, uma análise no hinário Cantai ao Senhor feito em 1963. Este hinário, naturalmente, como os demais anteriores, contem hinos que falam sobre a Trindade e Divindade do Espírito Santo. Como já foram apresentados diversos hinos em vários hinários anteriormente, este artigo findará analisando apenas um hino do Cantai ao Senhor, o hino 163.

a)    Consolador


 Note o final da segunda estrofe desse hino em louvor ao Espírito Santo. Ali diz: “Consolador, Deus de paz e de amor.” Não é necessário apresentar mais hinos. A verdade já foi exposta e contemplada de maneira clara. Apenas não pode enxergar aqueles cujas mentes estão obscurecidas pelos erros, enganos e emboto de Satanás.

CONCLUSÃO

            O presente artigo objetivou responder ao grupo resumido de dissidentes que não creem na Trindade, analisando-se de forma cronológica e crescente a Hinologia Adventista do Sétimo Dia. O consenso geral, por parte dos tais dissidentes, de que os pioneiros em sua inteireza eram antitrinitarianos, não corresponde à realidade dos fatos. Como foi apresentado, de maneira a não deixar dúvidas, o tema da Trindade esteve presente na Hinologia Adventista desde seus primórdios, atravessou gerações e chegou a atualidade. Pessoas de iminência dentro do corpo de pioneiros da igreja como Edson White (filho da senhora White) e seu primo Franklim Belden, prepararam hinários como o que foi publicado em 1886 (Hymns Tunes) e o de 1900 (Christ in Song). Hinários estes que continham vívidas letras trinitarianas e até menção a própria Trindade (como foi bem apresentado nas divisões gerais do Hinário Christ in Song, feito por Belden). É importante salientar que nenhum desses hinários foi de particular posicionamento, mas todos obtiveram o aval do comitê da Associação Geral, dando assim, uma seriedade ao assunto que ora foi discutido. Veja nas ilustrações abaixo:

a)    Hinário de 1876


  b)   Hinário de 1886


 Percebe-se que não houve falhas, não houve pessoas mal intencionadas, afinal de contas, o hinário foi avaliado pela própria Associação Geral. Além do mais, a própria senhora White fez uso destes hinários e cantou com eles por cerca de 39 anos. Foram 39 anos louvando a Trindade, tal como foi visto nas letras apresentadas neste artigo. Sendo que nos últimos 15 anos de sua vida ela usou o Christ in Song que permaneceu até 1941. Um hinário que até fala o nome Trindade (praise to the Trinity) em suas divisões gerais, e não houve nenhum conflito por isso na época. Não houve repreensão alguma por parte da senhora White a seu sobrinho, por ter incluído nas divisões gerais “louvor a Trindade”. Portanto, conclui-se que o assunto da Trindade não era de todo rejeitado pelo corpo de pioneiros da IASD, mas gozava de ampla aceitação, e isto é evidenciado pela Hinologia e suas claras referências a este tema.


Por: Eleazar Domini


[1] http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/memoria_iasd.htm
[2] Para melhor elucidação deste assunto, leia o livro Trindade, Casa Publicadora Brasileira.
[3] Bates, Joseph. The Autobiography of Elder Joseph Bates. Battle Creek, MI: Seventh-day Adventist Publishing Association, 1868; reimpresso em Nashville: Southern Pub. Assn., 1970.
[4] Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa, versão 2.0a – Abril de 2007.
[5] Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa, versão 2.0a – Abril de 2007.




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