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sexta-feira, 4 de maio de 2012

CENTRO WHITE BRASIL: TESTE DA NATUREZA DA MÚSICA SEGUNDO OS ESCRITOS DE ELLEN G. WHITE

Esse teste foi elaborado a partir dos princípios de música obtidos nos escritos de Ellen G. White e divulgado oficialmente pelo Centro White Brasil. Portanto, são válidos para a igreja. Serve para orientação sobre a música e o canto na Igreja, se estão sendo dedicados a DEUS ou a outro foco, que pode ser o cantor, o compositor ou, o que é ainda pior, o próprio satanás. 

É importante cuidar‐se da questão do louvor uma vez que nos últimos tempos é profeticamente previsto um maciço ataque de satanás contra a igreja, em todas as frentes possíveis, portanto, isso inclui a música.
Para fazer o teste da música que você canta ou toca na igreja, ou que algum cantor ou instrumentista, conjunto instrumental ou vocal apresenta, clique no link abaixo, faça download do arquivo e responda a cada pergunta com “sim” ou “não”.

No site da Divisão Sul Americana do ministério jovem, você pode baixar um artigo oficial que fala sobre música e percussão. Para baixar clique aqui.

Observação: Entre todos os sites que falam de música e bateria, nenhum deles é mais importante e oficial que o site do Centro White e o site da Divisão Sul America. Portanto, não cave em fontes duvidosas mesmo que levem o nome da igreja, vá direto à fonte da  própria igreja. Lembre-se que Satanás, quando se comunicou com Eva, usou as mesmas frases que Deus inserindo no meio apenas um não: "certamente NÃO morrerás". Da mesma forma, não creia em tudo o que escrevem por ai só porque usam o nome da igreja.

Download: Teste sobre a natureza da música sacra segundo EGW divulgado pelo centro white Brasil.
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Caso você não consiga visualizar o teste, será necessário instalar o Adobe Reader.
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Nota: Nitidamente, com o desenrolar do tempo, o mundanismo musical vai se alastrando e sendo defendido como norma de equilíbrio. A situação atual da música religiosa está tão desfigurada que, ao nos reportarmos às observações de Ellen White de como deve ser a música de louvor a Deus (baixar o teste musical extraídodo Espírito de Profecia), a impressão que dá é que, ou nós estamos completamente alcoolizados com o mundanismo musical, ou Ellen White não passa de uma verdadeira fariseia musical. Eu prefiro pensar que nos encontramos na primeira opção. Lembro-me da experiência do profeta Jeremias que, foi ridicularizado pelo povo simplesmente porque a sua mensagem, ou melhor, de Deus, era considerada antiquada, sem lógica e fora de contexto. Assim como no passado, o liberalismo mergulhará muitas pessoas à perdição. Cada um cultua o deus que cria. Eu, porém, cultuarei o Deus da Bíblia, mesmo que suas exigências sejam contrárias às minhas ideologias. Eu, na verdade, gosto de música do mundo; gosto de bateria, e para quem não sabe, eu fui um tição tirado do fogo da música mundana. Fui DJ de bailes e festivais de dança antes de me tornar adventista há vinte anos. Hoje, embora ainda aprecie estas coisas, me desvinculei de tudo há 20 anos para me tornar um pastor, escritor e teólogo Adventista do Sétimo dia com muito orgulho. Abandonei tudo porque ouvi a voz do Espírito me dizendo: "Este é o caminho, andai por ele".
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* Um site que sugiro, além dos citados acima, que considero comprometido com a teologia musical segundo a revelação da Bíblia e do Espírito de Profecia é o www.musicaeadoracao.com.br

segunda-feira, 5 de março de 2012

Dia Mundial de Jejum e Oração 2012

Dia Mundial da Oração 2012

"Se Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar... Eu ouvirei..." 2 Crônicas 7:14

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A Perfeição Cristã


Recentemente, um leitor manifestou dúvidas quanto a um texto publicado aqui a respeito da heresia do perfeccionismo. O questionamento maior dele tem que ver com uma citação do livro Parábolas de Jesus, de Ellen White. Na página 69, ela afirma que Jesus voltará quando Seu caráter estiver perfeitamente reproduzido em Seu povo. A meu pedido [MB], o bibliotecário Vanderlei Rickendesenvolveu um pouco mais o tema:

Quando Ellen White fala da reprodução perfeita do caráter de Cristo para que Ele possa então voltar, é claro que o texto está falando a verdade. Concordo em grau e número. Ellen White diz também que “imperfeição de caráter é pecado” (Parábolas de Jesus, p. 330) e que “o Senhor requer perfeição de Sua família redimida. Ele exige perfeição na formação do caráter” (SDABC, v. 5, p.1.085). E ainda diz que “a própria imagem de Deus tem de ser reproduzida na humanidade. A honra de Deus, a honra de Cristo, acha-se envolvida no aperfeiçoamento do caráter de Seu povo” (O Desejado de Todas as Nações, p. 671).

O que precisamos entender é que nem sempre o que lemos é exatamente o que julgamos ter entendido. Se eu digo “árvore”, você imagina uma árvore, mas provavelmente não será a mesma árvore que eu imaginei. Uma coisa é o significado da palavra e outra é a significante da palavra. Será que quando Ellen White fala de perfeição de caráter o significante é o mesmo que o seu?

Você deve conhecer o texto dela de 1876, que diz: “Nenhuma partícula de carne entrou em nossa casa desde que você partiu e muito menos antes disso. Algumas vezes temos comido salmão, embora esteja muito caro” (citado em Mensageira do Senhor, p. 315).

No meu entendimento, peixe é carne. Mas, na compreensão de Ellen White, foi feita uma distinção entre a carne de peixe e as outras. Leia os demais exemplos citados no mesmo livro, na página 315, como, por exemplo: “Não usei mais carne de forma alguma... uso peixe quando posso obtê-lo.” É claro que, com isso, não estou querendo dar a entender que o peixe está liberado de forma indiscriminada, pois também existem outros textos sobre o assunto e que devem ser considerados...

O fato é que, se não existissem citações como asapresentadas acima, eu teria uma compreensão diferente daquela que Ellen White teve ao escrever. Portanto, devemos recorrer a vários outros textos relacionados ao mesmo assunto para entender exatamente o que ela quis dizer. Não é exatamente assim que fazemos ao estudar a Bíblia? Por que faremos de modo diferente com os escritos de Ellen White?

Se só houvesse o texto de Parábolas de Jesus, página 69, eu teria a mesma compreensão que você teve, mas, graças a Deus, existem outros textos que nos ajudam a entender o que ela de fato disse.
Veja um texto que fala algo interessante sobre o caráter. Está no livro Caminho a Cristo, na página 57: “O caráter se revela, não por boas ou más ações ocasionais, mas pela tendência das palavras e atos costumeiros.”

Interessante, né? Quer dizer que uma má ação ocasional não significa que o meu caráter não seja perfeito diante de Deus. Isso porque o caráter é revelado não por atos ocasionais e sim pelos que temos a tendênciade praticar.
Mas o diabo ficará bastante animado se você achar que não pode deslizar em nada, nunca, senão Jesus não voltará. Quando falo em deslize, me refiro, por exemplo, até mesmo a pecados por ignorância, que também são pecados. E como fica a perfeição do meu caráter?

O texto que você citou diz: “...o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo.” Você pode entender que isso significa ter o caráter exatamente igual ao caráter de Cristo, mas será isso o que Ellen White tinha a intensão de dizer? Você deve saber que uma reprodução nunca é igual ao original. Imagine eu pintar um quadro igual ao original e querer substituí-lo num museu famoso. Serei preso! É impossível ser perfeitamente igual.

Ellen White escreveu: “[Cristo] é um perfeito e santo exemplo, dado para que o imitemos. Não podemos igualar o modelo, mas não seremos aprovados por Deus se não o copiarmose, segundo a capacidade que Deus tem dado, assemelhá-lo” (Testemunhos Para a Igreja, v.2, p. 549; grifos acrescentados).
Outro texto semelhante: “Jamais podemos igualar o modelo; mas podemos imitá-lo e nos assemelharmos a Ele segundo a nossa capacidade” (Review and Herald, 5 de fevereiro de 1895, p. 81; grifos acrescentados).

Em resumo, é o seguinte: cada um de nós tem uma capacidade concedida por Deus e seremos julgados pelo uso que fizermos ou deixarmos de fazer dessa capacidade individual. A sua pode ser maior do que a minha ou menor. Isso não interessa. Cada um cuide da sua vida, procurando ser o mais semelhante possível a Cristo, o grande Modelo.
Seremos considerados por Deus perfeitos, se estivermos utilizando nossa capacidade máxima individual. E isso só Deus poderá julgar.

Se, por outro lado, você achar que todos devem ser perfeitos como você entende que devem (significante para você), então o diabo conseguirá destruí-lo bem como aos que estiverem próximos de você. Pois você estará sendo uma “mão amiga” de Satanás na obra dele, conforme indica o texto abaixo:
“Enquanto Jesus faz a defesa dos súditos de Sua graça, Satanás acusa-os diante de Deus como transgressores. O grande enganador procurou levá-los ao ceticismo, fazendo-os perder a confiança em Deus, separar-se de Seu amor e violar Sua lei. Agora aponta para o relatório de sua vida, para os defeitos de caráter e dessemelhança com Cristo, que desonraram a seu Redentor, para todos os pecados que ele os tentou a cometer; e por causa disto os reclama como súditos seus.

“Jesus não lhes justifica os pecados, mas apresenta o seu arrependimento e fé, e, reclamando o perdão para eles, ergue as mãos feridas perante o Pai e os santos anjos, dizendo: ‘Conheço-os pelo nome. Gravei-os na palma de Minhas mãos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus!’ (Sl 51:17). E ao acusador de Seu povo, declara: ‘O Senhor te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?’ (Zc 3:2). Cristo vestirá Seus fiéis com Sua própria justiça, para que os possa apresentar a Seu Pai como ‘igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante’ (Ef 5:27). Seus nomes permanecem registrados no livro da vida, e está escrito com relação a eles: ‘Comigo andarão de branco; porquanto são dignos disso’ (Ap 3:4)” (O Grande conflito, p. 484).

Jamais se esqueça de que a Igreja Adventista precisa passar por uma sacudidura e que a sacudidura será ocasionada também pela introdução de heresias (como o perfeccionismo, por exemplo, que mais atrapalha a reforma verdadeira do que ajuda) e pela perseguição. Daí, sim, a IASD estará reproduzindo perfeitamente o caráter de Cristo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

“A maior nação cristã do mundo” está cada vez menos cristã - Leia a nota após o artigo

O grande declínio do cristianismo nos EUA afetará o mundo todo.
O cristianismo está em declínio nos Estados Unidos, disso não há dúvida. Quando se examinam os números friamente não é possível chegar à outra conclusão. Ao longo das últimas décadas, a porcentagem de cristãos na América só diminui. Isto é mais claro entre os jovens.
Um dos motivos é que o significado de “cristianismo” para os cristãos americanos de hoje é muito diferente do que a religião significava para seus pais e seus avós. Milhões de cristãos nos Estados Unidos simplesmente não acreditam mais nos princípios fundamentais da fé cristã.
Sem dúvida, os EUA, que ainda são considerados “a maior nação cristã do mundo” mesmo em crise econômica ainda é uma das mais influentes politica e culturalmente. Isto significa que qualquer mudança drástica por lá tem implicações profundas para o restante do mundo.
Os Estados Unidos foram fundados por cristãos que estavam fugindo da perseguição religiosa. Para os primeiros colonos, a fé cristã era o centro de suas vidas, e isso afetou profundamente as leis que fizeram e as estruturas governamentais que eles estabeleceram.
No geral, o cristianismo ainda é a maior religião do mundo. Segundo o Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública, existem atualmente 2,2 bilhões de cristãos no mundo. Porém o centro da fé hoje se deslocou da Europa e América do Norte para a África e Ásia, onde está experimentando um crescimento explosivo.
Enquanto vários países da Europa já dizem estar num mundo secularizado e “pós-cristão”, os Estados Unidos parece caminhar na mesma direção. Igrejas estão encolhendo, o ceticismo é crescente e apatia sobre assuntos espirituais parece ter atingido uma alta histórica.
Mark Silk, professor de religião e vida pública no Trinity College escreveu em uma análise recente para o jornal USA Today que “o segredo sujo da religiosidade na América é: há tantas pessoas que não se interessam pelas questões espirituais e a curiosidade sobre questões existenciais é mínima”.
Seu argumento é apoiado pelos números. Uma pesquisa realizada no ano passado pela LifeWay Research descobriu que 46% dos americanos nunca pensam se vão para o céu ou não. Isto é particularmente verdadeiro para os jovens. Os menores de 30 anos de idade estão abandonando em massa as igrejas dos EUA.
David Kinnaman, o presidente do Grupo Barna, uma empresa de pesquisa evangélica, publicou em seu novo livro, “You Lost Me: Por que os cristãos jovens estão deixando a Igreja e repensando a Fé”, ele diz que as pessoas entre 18 e 29 anos caíram em um “buraco negro”. Há uma queda de 43% na frequência à igreja cristã nessa faixa etária.
Mas não são apenas os jovens que estão deixando as igrejas americanas. A proporção de americanos que se consideram cristãos tem diminuído constantemente por muitos anos. Em 1990, 86% de todos os americanos consideravam-se cristãos. Em 2008, esse número caiu para 76%.
Enquanto isso, o número de americanos que rejeitam totalmente a religião disparou. De acordo com dados do Censo norte-americano, o número de americanos com “sem religião” mais do que dobrou entre 1990 e 2008. Uma pesquisa recente aponta que 25 % dos americanos com idades entre 18 e 29 dizem que não têm religião.
É bom lembrar que com isso caiu a arrecadação das igrejas e, consequentemente, os investimentos em projetos missionários em diferentes partes do mundo.
Dave Olson, diretor de plantação de igrejas da Igreja Aliança, acredita que as expectativas do que vai acontecer com frequência à igreja nos EUA são desanimadoras. De acordo com ele, apenas 18,7 % dos americanos frequentam regularmente a igreja hoje em dia. Se este número continuar a diminuir no ritmo atual, em 2050 a porcentagem de americanos sentados na igreja aos domingos será metade do que é hoje.
Um grande número de jovens norte-americanos que iam à igreja, enquanto eles estavam crescendo agora estão deixando as igrejas americanas inteiramente. Um estudo recente feito pelo grupo Barna descobriu que quase 60% de todos os cristãos com idade entre 15 e 29 não estão envolvidos ativamente em qualquer igreja.
O fato é que um grande número de “cristãos evangélicos” estão rejeitando os princípios fundamentais da fé cristã. Por exemplo, uma pesquisa descobriu que 52% dos cristãos norte-americanos acreditam que “pelo menos uma das religiões não cristãs poderia conduzir à vida eterna”.
Outra pesquisa descobriu que 29% de todos os cristãos americanos afirmam ter procurado contato com os mortos, 23% acreditam em astrologia e 22% acreditam em reencarnação.
Segundo o Grupo Barna, menos de 1% de todos os americanos com idades entre 18 e 23 possuem uma “cosmovisão bíblica”.
Se essa tendência não for revertida, em 20 anos as igrejas dos EUA devem ter o mesmo destino das europeias e começarão a fechar suas portas.
As consequências dessa grande mudança e, em especial, na maneira com que as igrejas que ainda estão abertas pregam a mensagem cristã. Afinal, os Estados Unidos ainda é o maior produtor de material evangélico do mundo. A esmagadora maioria das Bíblias de estudo, comentários bíblicos, dicionários, enciclopédia, livros e software cristãos comercializados globalmente são produzidos por teólogos americanos.
Isso sem falar no material que é distribuído apenas pela internet. O crescimento do liberalismo e do secularismo pode impactar fortemente toda a produção teológica mundial nos próximos anos.
O declínio americano poderá ter sérias consequências no cristianismo de todo o mundo. Quem viver verá.
Nota Gilberto Theiss: Allan Bloom, Filósofo e catedrático na comissão de ciências na Universidade de Chicago - EUA, em seu esplêndido livro "O Declínio da Cultura Ocidental", apresenta como os fenômenos e paradigmas mudaram no decorrer das últimas décadas. A geração dos anos 60, a era do rock, o apelo à sexualidade, o egocentrismo, o nihilismo, a criatividade, a educação liberal, a decomposição do ensino, o declínio das ciências humanas e a morte da própria religião cristã estão no âmago de todas os declínios de valores e princípios. 
Ao fazer menção do declínio do cristianismo, especialmente nos Estados Unidos, Bloom, embora não cristão, é contundente ao afirmar que, quando Nietzsche e o iluminismo decretaram a morte de Deus, consequentemente os valores, princípios, a família, a moralidade, o desejo pela pureza, integridade e o dever pelo direito e o desejo pelo saber  e pela boa música moral, também passaram a ser assassinados. Interessante notar que Bloom reconhece a patologia da degradação atual como também resultante da morte de Deus. 
Ora, o que este ilustre professor reconhece era o que já sabíamos. Se Deus e Sua vontade não forem o centro da vida dos seres humanos, que tipo de mundo esperamos construir? Sem Deus, o único mundo que teremos nas próximas gerações será o mundo do caos político, social, cultural e da destruição. A religião cristã de  hoje, como destacado por Bloom, vive a passos largos em direção à apostasia plena dos valores que a emolduraram por longos tempos - se é que já não tenha chegado lá. 
Um parecer semelhante podemos encontrar na declaração de Albert Mohler Junior, em seu livro escrito com outros autores, intitulado "Reforma Hoje" - Mohler destaca que a pós-modernidade realizou um assalto cruel à verdade e ao cristianismo, causando uma destruição dentro da própria igreja transformando a ortodoxia e a heresia em conceitos vazios e destituídos de valor. Segundo ele, as fronteiras do que é santo e profano, sagrado ou secular, desapareceram completamente. Termos como falsidade e verdade não são questões de indiferença moral para a igreja atual. Em nome do perspectivismo, alguns religiosos rejeitaram a unidade da verdade e adotaram a subjetividade incondicional. Consequentemente, a fim de ganhar distância do fundamentalismo, muitos evangélicos abandonaram completamente o próprio fundamento.
Outro grande teólogo evangélico chamado Gene Edward Veith Junior, em seu livro intitulado "Tempos pós-modernos", segue a mesma linha de raciocínio de Albert Mohler, James Boice, Sinclair Ferguson, Nancy Pearcey e Charles Colson, afirmando que o colapso da fé se desenvolve à medida em que o pós-modernismo, sob o fundamento do secularismo e relativismo, desconstrói a verdade absoluta para construir verdades aleatórias relativistas. A desconstrução da fé, o aparecimento de uma cultura global e a polarização estão construindo uma nova forma de viver, interpretar e de formar o conceito de verdade em prol de um anti-fundamentalismo religioso. Consequentemente a identidade cristã vai sendo minada e em seu lugar vem surgindo um simples conceito de "ala cultura". Aliás, tudo em nossos dias tem se transformado em cultura - A cultura das drogas, a cultura do rock, a cultura das gangues de rua, a cultura dos cultos primitivos, a cultura do culto satânico e até a própria falta de cultura virou cultura em nossos dias. Neste ínterim, a religião cristã não passa de uma simples cultura e nada mais que isso.
Estes, entre tantos outros motivos, foi o que levou Nancy Pearcey escrever "Verdade Absoluta" com o objetivo de libertar o cristianismo de seu cativeiro cultural, como bem está estampado logo na capa de seu livro; e Charles Colson em "E agora, como viveremos?", tentando resgatar valores, princípios e crenças fundamentais como a da legitimidade da verdade de um Deus existente  e atuante perdida mesmo no meio cristão.
Mas, em todo caso, não precisamos ser pegos de surpresa quanto ao papel hipotético que o cristianismo tem exercido sobre o mundo, pois a Bíblia previa que este tipo de cristianismo em plena degradação seria um fato. Paulo em II Timóteo 3:1-5 apresenta uma lista nada animadora de imoralidade, perversidade, incredulidade e imoralidade para o final dos tempos. O mais chocante nestes versos é que, provavelmente o apóstolo estava afirmando que isto aconteceria entre os povos que se denominariam religiosos. A palavra "piedade" do verso 5, eusebeias no grego, pode ser traduzida também como religiosidade - ou seja, "tendo aparência de religioso, negando-lhe entretanto o poder". Ele conclui a citação dizendo para fugir também destes que se dizem religiosos mas não são. 
O próprio Jesus em Lucas 18:8 afirmou que "quando vier o  Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?". Provavelmente, Jesus, ao ter contemplado o futuro e observado a situação caótica do cristianismo, não exitou em revelar que a fé também estaria em pleno declínio. Claro que, a busca pela espiritualidade em nossos dias é extravasante, mas, a busca pela submissão à Deus e à Sua vontade estão longe de serem buscados.
Eu não diria que "quem viver verá" como é muito insinuado por ai, creio que já estamos vivendo neste futuro impactante de grandes mudanças envolvendo mistura plena da verdade com a mentira. Ellen White, falando sobre o fim, foi contundente em afirmar que: "Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão misturada com a verdade que, somente os que têm a guia do Espírito Santo serão capazes de distinguir a verdade do erro" (SDA Bible Commentary, v.7, p. 907). Creio que já estamos vivendo neste tempo predito. O sucumbimento da fé, a relativização da verdade absoluta e a secularização dos padrões morais de Deus estão em alta. 
Somente um movimento bem fundamentado e protegido pela inspiração direta de Deus mediante a Bíblia e o dom profético é que seria capaz de ainda superar o tsunami de heresias revestidas de secularismo e relativismo. Embora isto seja um fato, os adventistas do Sétimo dia devem ter em mente que, Israel, ao ser influenciados pelo Egito, perderam sua identidade como povo de Deus. O povo de Deus não está imune a esta situação. O Israel espiritual de hoje talvez nunca chegue a este ponto, mas o mesmo não podemos dizer daqueles que à frequentam. A igreja atual não se apostatará, mas o mesmo não podemos afirmar dos que ali se encontram para adorar. O secularismo e o relativismo jamais macularão as doutrinas desta igreja, mas o mesmo não podemos afirmar quanto à vida, os costumes, a arte, e os pensamentos dos que à frequentam.  Segundo a profecia, a apostasia de muitos dentre o povo de Deus, por estarem mergulhados na heresia e mundanismo será grande. Assim declara Ellen White: "Permanecer em defesa da verdade e justiça, quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor, quando são poucos os campeões. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição" (2 TS, p. 31). 
Tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição, é o mesmo que tentar produzir fogo no meio da chuva, com duas barras de gelo na mão, e dentro d'água. Portanto, quem viver verá? Não, este futuro chegou, bem vindo a ele. Este é o período do início da sacudidura, mas, como bem afirmou Pastor Jorge Mário, "logo chegará o tempo, em que não haverá mais tempo". O tempo para buscar o reavivamento e reforma é hoje, agora, neste, exato momento. Lembre-se que, Deus tem uma dura advertência contra o secularismo e relativismo (Is 5:20 e 21), e em breve, Esse Deus que foi expulso por Karl marx do céu, retirado do inconsciente por Freud, banido da ciência por Darwin, assassinado por Nietzsche, transformado em um delírio por Richard Dawkins, secularizado e relativizado pelos cristãos pós-modernos, em breve virá gloriosamente nas nuvens do Céu, para espanto e terror dos incrédulos (Mt 24:30; Lc 21:27Ap 1:7; ITs 4:16,17)


Gilberto Theiss - Extensão em arqueologia do oriente próximo pela UEPB, Bacharelando em Teologia pelo SALT, e é coordenador do curso de capacitação teológica pelo portal Alto Clamor.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Peça a Sua: Meditações Matinais permanente. Tema: Reavivamento e Reforma


São 365 meditações diárias permanentes (Que podem ser lidas por vários anos) + 19 meditações temáticas. São 408 páginas enriquecidas de temas que transformarão a sua vida.

Abaixo, leia a introdução do conteúdo desta que será uma das meditações matinais mais marcantes em nosso meio. O conteúdo baseia-se especificamente na proposta da Associação Geral em levar nosso povo ao reavivamento e reforma. Observe:

INTRODUÇÃO
REAVIVAMENTO E REFORMA

Estamos vivendo no período mais solene da história humana. Os sinais, na medida em que avançam no tempo, vão materializando-se de forma visível ou latente diante de nossos olhos. Não podemos perder mais tempo com as tolices de uma vida espiritual imatura. Muitas das profecias que pregávamos há cem anos estão ganhando força em nossos dias. Bem vindo, pois o futuro predito está diante de nós. Nossas responsabilidades cristãs não podem mais ser segregadas e muito menos desvalorizadas devido a uma graça barata e difundida por muitos - moldada aos gostos e desejos humanos. O tempo de estar preparado é agora. É necessário hoje, levantar a bandeira da verdade acima dos sofismas e decadências morais de nosso século. No entanto, não com palavras, mas com a própria vida.

O evangelho somente terá poder quando nossas vidas forem coniventes com a poderosa e verdadeira graça que nos reveste. Como bem ilustrou Santo Agostinho “a graça é concedida para que a lei seja cumprida”. Ageu Lisboa, Cristão e psiquiatra escreveu certa feita que “o amor não legitima o pecado”, e ainda acrescentou que “as igrejas de teologia neoliberal não têm o temor do Senhor e assim, em vez de propiciar transformação e milagres de vida, promovem a acomodação ao miserável status existencial do homem” (Revista Vinde, nº11, p. 39). Lutero Falando a respeito de fé e obras disse “não é fé mais obras, mas fé que opera”. Ellen White, a este respeito, bem expressou que “palavras e atos testemunham claramente do que há no coração” (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 500), e foi contundente ao dizer que “a graça de Deus que, se recebida, leva à prática das coisas certas, é a linha de demarcação entre os filhos de Deus e a multidão dos que não creem” (Signs of the Times, 22 de Setembro de 1898).

Diante de um período, repleto de pessoas sem escrúpulo de consciência diante do erro e da injustiça, permeado de uma cosmovisão pós-moderna secularizada e sem compromisso com Deus e Sua verdade, nada pode ser mais importante do que uma vida que reflita a coerência do poder do puro evangelho que é capaz de salvar e regenerar a vida humana. Se existe um tempo em que é urgente um reavivamento entre o povo de Deus, este tempo é agora. White escreveu que “um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Cumpre-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção. Só podemos esperar um reavivamento em resposta à oração” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 121), também afirmou que “deve haver entre nós um reavivamento completo. Tem de haver um ministério convertido. Precisa haver confissões, arrependimento e conversões. Muitos que estão pregando a Palavra necessitam da graça transformadora de Cristo no coração. Não devem permitir que coisa alguma os impeça de fazerem uma obra cabal e esmerada antes que seja para sempre demasiado tarde” (Carta 51, 1886).

Em breve chegará o tempo em que não haverá mais tempo. A profecia que aponta para a necessidade de um genuíno avivamento está diante de nós. Precisamos mais do que nunca, aprender amar o que Deus ama e odiar o que Deus odeia. Hoje é o dia de nos consagrar ao Senhor sem reservas. Lembre-se que, embora muitos estejam brincando de ser cristão, Satanás não está brincando de ser Satanás. No entanto, uma promessa do poder do Espírito Santo é nos prometido. Algumas profecias significativas desvendam um futuro glorioso e o tão buscado reavivamento. A mensageira do Senhor assim nos anima, “Fiquei profundamente impressionada pelas cenas que recentemente passaram diante de mim, à noite.  Parecia existir um grande movimento - um trabalho de reavivamento em ação em vários lugares. Nosso povo movia-se em linha e respondia ao apelo de Deus” (Obreiros Evangélicos, pág. 515). O que mais vamos esperar? Agora é o momento de nos mover em direção ao reavivamento e reforma. Faça planos e como um bom general, estabeleça meta/s e fundamente estratégias que o faça crescer neste sentido. Lembre-se que, nossa vida deve ser como a vida de um soldado. O soldado pode ficar vinte anos sem ir à guerra, mas não deve ficar nem um dia sem estar preparado para ela. Para nós, Jesus pode demorar mais vinte anos para voltar, mas não podemos deixar de estar preparados nem um só dia. Pense nisso!

Gilberto Theiss - Editor/Organizador

Encomendas agora a sua pelo: gilbertotheiss@yahoo.com.br

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os novos adventistas: pós modernos, carismáticos e ecumênicos

Como pastor, tenho percebido uma diluição dos valores adventistas entre os que fazem parte dessa denominação, sejam membros regulares ou líderes. Em parte, a assimilação de valores da pós-modernidade tem enfraquecido conceitos caros à denominação, como, por exemplo, a afirmação de que temos uma verdade a ser dada ao mundo. Já conversei pessoalmente com muitos adventistas que acreditam que deveríamos ser mais “humildes” e reconhecer que “não somos melhores do que os outros”. Segundo eles, se continuarmos nos intitulando “os donos da verdade” afastaremos as pessoas. Nossa missão seria conduzir a Cristo, não à nossa denominação, porque as doutrinas não são importantes e, sim, o relacionamento com a pessoa de Cristo.

Por trás dessas afirmações, encontramos sérios problemas. Afinal, se as doutrinas não importam, por que sustentá-las? O crer em Cristo, não é em si mesmo uma doutrina (um ensinamento)? Seria essa a única doutrina que teríamos o direito de compartilhar com as pessoas? Partindo do pressuposto de que todos têm o direito a ter suas crenças particulares, nosso respeito pela opinião e crenças alheias não deveria nos impedir de querer “forçar” as pessoas a crerem como nós? E, se isso for assim mesmo, como concluiremos a “grande comissão” (Mt 28:18-20), a ordem de Jesus para pregarmos a todas as pessoas, de todos os lugares e culturas?

Assim, me parece que alguns estão confundindo genuína humildade com relativismo, a ideia de que todas as crenças não representam a verdade última, somente opiniões equivalentes, uma vez que seriam todas culturalmente condicionadas. Será que o adventismo está fadado a ser isso – uma opinião qualquer de um determinado grupo religioso que está feliz em manter uma política de não interferência em relação a outros grupos sociais, assumidamente religiosos ou não?

Esse pensamento não se restringe a muitos adventistas que encontrei; trata-se de algo de amplitude maior. O pós-modernismo é uma forma de pensar e viver de toda a sociedade ocidental (e influencia até mesmo culturas orientais que adotam comportamentos ocidentais). Por isso, não causa surpresa que muitos cristãos tenham escrito, palestrado e feito conferências sobre o assunto, especialmente nos últimos, diríamos, vinte anos. Os adventistas, por seu turno, não estão alheios aos desafios da pós-modernidade. Teólogos e pensadores do movimento vêm dedicando atenção ao tema. Quero destacar dois escritos recentes que expressam preocupação com a influência pós-moderna sobre a igreja.

O conhecido historiador e pensador adventista George Knight escreveu recentemente o provocativo A visão apocalíptica e a neutralização do adventismo.[1] Knight discute o conceito de relevância, que permeou o protestantismo liberal na década de 1960. “O que provaram, no entanto, foi que o atalho para a irrelevância é a mera relevância”, afirma o autor. Ele conclui: “Afinal, quem precisa obter mais daquilo que pode ser encontrado na cultura dominante?”.

O ponto não é que os cristãos (e os adventistas em particular) não devam ser relevantes para a sociedade na qual estejam inseridos. O livro se prontifica a esclarecer que, na tentativa de alcançar os demais com sua mensagem, muitas denominações se preocuparam tanto em se aculturar que acabaram assimilando valores do pensamento da sociedade, sendo absorvidas pela cultura dominante. “O cristianismo saudável deve, por necessidade, estar acima da cultura dominante e se apegar às verdades que a cultura julga detestáveis.” Como exemplo de que o cristianismo seja contracultural (nesse aspecto) Knight cita o sermão do monte, cujo sistema de valores “difere radicalmente daquele adotado pelo mundo e pela maioria das igrejas.”

Aos adventistas que ignoram as lições do protestantismo liberal, Knight adverte contra a insistente busca pela relevância nos seguintes termos: “Desperdiçamos tempo demais tentando tornar Deus um cavalheiro do século XXI ao apresentá-lo como um grande intelectual adventista ou um bondoso médico do hospital adventista.” Ao invés disso, deveríamos nos lembrar que temos uma mensagem profética a transmitir. “O Apocalipse de João é o julgamento da mentalidade pós-moderna, que evita qualquer certeza a respeito da verdade religiosa e procura em seu lugar uma espiritualidade nebulosa.”[2]

Mais recentemente, o teólogo adventista Fernando Carnale escreveu o bombástico artigo The eclipse of Scriptura and the protestization of the adventist mind [O eclipse da Escritura e a protestantização da mente adventista].[3] Carnale afirma ter detectado “profundas divisões teológicas presentemente operando na igreja adventista que não desaparecerão pela inércia ou pronunciamento administrativo. Assim, sua existência secularizará a mente das gerações mais jovens transformando o adventismo em uma denominação evangélica pós-moderna.” Ele escreve que o processo se acha ligado à forma como se busca fazer evangelismo. Com o intuito de atrair os jovens, “o ministério evangélico e o louvor tem se tornado pós-moderno, ecumênico, progressivamente independente da Escritura e mais próximo da Igreja Católica Romana.” Infelizmente, os adventistas têm adotado e reproduzido as mesmas práticas evangelísticas. Quais serão as consequências?

"As 'consequências não intencionais' desse curso de ação estão transformando o adventismo em uma genérica denominação secular e não bíblica. A emergência de uma nova geração de adventismo carismático ecumênico está em curso. Embora use as Escrituras funcionalmente, como um meio para receber o Espírito, esta geração não pensará ou agirá biblicamente." [4]

Diante desse quadro, é válido que se amplie a discussão sobre pós-modernidade. É bem verdade que o termo se ache divulgado, mas isso acaba contribuindo mais para confusões sobre seu real sentido. Com frequência, pós-moderno é um termo aplicado às artes (plásticas, em geral), justamente o contexto de onde se originou a expressão. Alguns aplicam pós-moderno a um estilo de se vestir ou se comportar. Enquanto tais entendimentos superficiais da pós-modernidade vigorarem, ficará difícil compreender com clareza os desafios que se interpõem entre o adventismo e sua missão.

[1]George Knight, A visão apocalíptica e a neutralização do adventismo: estamos apagando nossa relevância? (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010).
[2]Idém, p. 20, 27.
[3]Fernando Carnale, The eclipse of Scriptura and the protestization of the adventist mind: Parte 1: The assumed compatibility with evangelical theology and ministerial practices, JATS, 21/1-2 (2010): 133-165.
[4]Idem, p. 133-135.


Fonte - Questão de Confiança

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