segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 11 – 4º Trimestre 2011 (3 a 10 de Dezembro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 11 – 4º Trimestre 2011 (3 a 10 de Dezembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 03 DE DEZEMBRO
                                                      Liberdade em Cristo
(Gl 5:13)

            Este é um ponto importante e delicado. Na verdade não deveria ser delicado, uma vez que, a Escritura o apresenta de forma clara esquivando-a de qualquer equivoco. O problema reside no fato do tempo em que vivemos. Nosso período está manchado com o senso comum de liberdade irrestrita baseada no sentimento de estrapolação de algo que fora reprimido por tanto tempo. O leão que ruge dentro de cada indivíduo e os desejos ali resididos são libertados da escravidão moral sob a roupagem de uma suposta verdadeira liberdade. Liberdade esta que, na verdade, trás desgraça e ruina ao final da jornada. A liberdade em Cristo representa liberdade da escravidão do pecado e da morte. Em momento algum Jesus nos concedeu, pelo seu sacrifício, liberdade para extrapolação imoral, desobediência e libertinagem. Infelizmente, este paradigma de libertinagem criado a partir dos anos 60 com o grito de guerra pelo desejo de sexo, drogas e rock in roll tem feito de nossa geração um tanto que escrava de suas próprias paixões e desejos. Isto tem trazido implicações para o mundo convencional e para o mundo religioso. Parte da teologia evangélica tem recebido uma herança deste paradigma substanciando na teologia desvalores de uma cultura que está em constante declínio. A ideia de vida cristã sem restrições tem sido o fundamento das igrejas emergentes de nosso tempo sob a falsa roupagem de liberdade em Cristo. Portanto, cuidado com os falsos profetas de nosso tempo...

Leitura Adicional

            “Toda alma que recusa entregar-se a Deus, acha-se sob o domínio de outro poder. Não pertence a si mesma. Pode falar de liberdade, mas está na mais vil servidão. Não lhe é permitido ver a beleza da verdade, pois sua mente se encontra sob o poder de Satanás. Enquanto se lisonjeia de seguir os ditames de seu próprio discernimento, obedece à vontade do príncipe das trevas. Cristo veio quebrar as algemas da escravidão do pecado para a alma. "Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." "A lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus" nos liberta "da lei do pecado e da morte." Rom. 8:2. Não há constrangimento na obra da redenção. Não se exerce nenhuma força externa. Sob a influência do Espírito de Deus, o homem é deixado livre para escolher a quem há de servir. Na mudança que se opera quando a alma se entrega a Cristo, há o mais alto senso de liberdade. A expulsão do pecado é ato da própria alma. Na verdade, não possuímos capacidade para livrar-nos do poder de Satanás; mas quando desejamos ser libertos do pecado e, em nossa grande necessidade, clamamos por um poder fora de nós e a nós superior, as faculdades da alma são revestidas da divina energia do Espírito Santo, e obedecem aos ditames da vontade no cumprir o querer de Deus.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 466).

DOMINGO, 04 DE DEZEMBRO
Cristo nos libertou
(Gl 5:1-4; 2:16 e 3:13)

            Nos tempos antigos, um escravo podia comprar sua própria liberdade ao oferecer uma soma razoável de dinheiro. Outros tipos de escravos podiam comprar sua liberdade vencendo desafios de luta, e outros mais, podiam ser libertados de sua escravidão quando algum intercessor pagasse sua dívida e permitisse que fosse livre. No tocante a liberdade em Cristo, creio que ela se enquadra no terceiro exemplo. Os gálatas estavam, segundo Paulo, prestes a perderem a liberdade que haviam adquirido em Cristo. Não foi o ser humano quem comprou sua liberdade, pois isto seria salvação pelas obras. Também não foi conquistada por lutas como no caso dos gladiadores. Nossa liberdade foi resultado do preço pago por um mediador – Jesus Cristo. Nossa dívida não podia ser paga por homens comuns e nem mesmo por magníficos anjos. A dívida que nos tornava escravos era impagável. Estávamos condenados eternamente à escravidão do pecado e da morte. Entretanto, Deus, em Sua compaixão e eterno amor, se fez oferta e derramou o único dinheiro, que neste contexto, possuía valor – Seu sangue. Ouro e prata não podem derramar sangue, homens e animais podem, mas o sangue destes não possuía valor, pois era necessário sangue de alguém inocente e imaculado. A dívida requeria o sangue puro, coisa que neste mundo não existia. Deus se humanou e se permitiu crucificar para oferecer à justiça, seu próprio sangue puro em troca do nosso. Nossa dívida agora não é com o pecado e a morte, mas com o eterno redentor. No entanto, temos que ter em mente que, Jesus não tem interesse que paguemos tal dívida. A única coisa que nos pede é o nosso coração. Éramos escravos da morte, mas em Cristo, nos tornamos livres para a eternidade. Éramos escravos da pobreza, mas em Cristo, receberemos a herança eterna. Éramos escravos das  paixões da carne, mas em Cristo, recebemos virtude e nobreza espiritual. Isto é que é liberdade...

Leitura Adicional

            “Os que crêem em Cristo e obedecem aos Seus mandamentos não estão debaixo da escravidão da lei de Deus, pois aos que crêem e obedecem, Sua lei não é lei de escravidão, mas de liberdade. Todo aquele que crê em Cristo, todo que confia no poder protetor de um Salvador ressurgido, que sofreu a pena pronunciada sobre o transgressor, todo aquele que resiste à tentação e em meio ao mal copia o modelo dado na vida de Cristo, esse, pela fé no sacrifício expiatório de Cristo se tornará participante da natureza divina, havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Todo aquele que, pela fé, obedece aos mandamentos, alcançará o estado de inocência no qual Adão viveu antes de sua transgressão.” (Signs of the Times, 23 de julho de 1902).

            “Desde o início do grande conflito no Céu, tem sido o intento de Satanás subverter a lei de Deus. Foi para realizar isto que entrou em rebelião contra o Criador; e, posto que fosse expulso do Céu, continuou a mesma luta na Terra. Enganar os homens, levando-os assim a transgredir a lei de Deus, é o objetivo que perseverantemente tem procurado atingir. Quer seja isto alcançado pondo de parte toda a lei, quer rejeitando um de seus preceitos, o resultado será finalmente o mesmo. Aquele que tropeçar "em um só ponto", manifesta desprezo pela lei toda; sua influência e exemplo estão do lado da transgressão; torna-se "culpado de todos". Tia. 2:10.
Procurando lançar o desprezo sobre os estatutos divinos, Satanás perverteu as doutrinas da Escritura Sagrada, e assim se incorporaram erros na fé alimentada por milhares dos que professam crer nas Escrituras.           O último grande conflito entre a verdade e o erro não é senão a luta final da prolongada controvérsia relativa à lei de Deus. Estamos agora a entrar nesta batalha - batalha entre as leis dos homens e os preceitos de Jeová, entre a religião da Bíblia e a religião das fábulas e da tradição.
As forças que se unirão contra a verdade e a justiça nesta contenda, estão já a operar ativamente. A santa Palavra de Deus, que nos foi legada a tão grande preço de sofrimento e sangue, é tida em pouca conta. A Bíblia está ao alcance de todos, mas poucos há que realmente a aceitem como guia da vida. A incredulidade prevalece em assustadora proporção, não somente no mundo mas também na igreja. Muitos têm chegado a negar doutrinas que são, com efeito, as colunas da fé cristã.” (O Grande Conflito, p. 582-583).

                                           SEGUNDA, 05 DE DEZEMBRO
A natureza da liberdade cristã
 (Rm 6:14; 18:1; Gl 4:3, 8; 5:1; Hb 2:14-15)

            Liberdade Cristã é mais do que mera liberdade. Pergunte a um homem que fora escravo das drogas antes de conhecer a Deus. Pergunte a uma mulher que fora prostituta antes de Conhecer Jesus. Pergunte aos tantos homens e mulheres que tiveram uma experiência dolorosa e marcante com o pecado o que significa para elas ser libertas em Cristo. Quem nunca teve uma experiência dolorosa, triste e traumática com o pecado dificilmente entenderá profundamente o que significa a liberdade na vida cristã. Esta liberdade não consiste em libertinagem. Alguns, mesmo dentre os cristãos, ensinam que a lei de Deus foi mudada ou abolida com a falsa prerrogativa que a lei nos escraviza. Ora, não creio que Deus tenha falhado em conceder uma lei tão tirana e complicada de ser obedecida. Na verdade tais ensinadores propagam a teologia desenvolvida por Satanás. O anjo caído ensina tal ideia desde o céu se tornando rebelde e desobediente mesmo antes da fundação da Terra. Se o pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3:4), isto significa claramente que Satanás foi o primeiro a transgredir a lei de Deus. Foi ele quem levou Adão e Eva a transgredir a lei no Éden e é ele o autor da desobediência e da teologia neoliberal de nosso tempo que se encarrega em desvirtuar o papel da lei e da graça na vida humana. Ele não deseja que sejamos libertos de nossos pecados fazendo conformarmos com nossas fraquezas e debilidades.  Assim, seremos sempre seus escravod.

Leitura Adicional

            “Cristo, por assim dizer, abraçou o mundo todo. Ele morreu na cruz para destruir aquele que tinha o poder da morte, e para tirar o pecado de todo crente. Ele nos convida a oferecermo-nos a nós mesmos sobre o altar do serviço, como sacrifício vivo, a consumir-se. Devemos fazer a Deus uma consagração sem reservas, de tudo que temos e somos. Na escola aqui, na Terra, devemos aprender as lições que nos hão de preparar para a entrada na escola superior, onde nossa educação continuará sob a instrução pessoal de Cristo. Então Ele nos abrirá ao espírito o sentido de Sua Palavra. Não havemos de, nos poucos dias de graça que nos restam, agir como homens e mulheres que estão em busca da vida no reino de Deus - uma bem-aventurada eternidade? Não podemos correr o risco de perder o privilégio de ver a Cristo face a face, e de ouvir de Seus lábios a história da redenção”. (Review and Herald, 16 de maio de 1907).

            “Jesus Cristo depôs o manto real, Sua régia coroa e revestiu Sua divindade com a humanidade, a fim de tornar-Se um substituto e penhor pelo gênero humano, para que, morrendo em forma humana, por Sua morte pudesse destruir aquele que tinha o poder da morte. Ele não poderia ter feito isso como Deus; mas, tornando-Se como o homem, Cristo podia morrer. Pela morte venceu a morte. A morte de Cristo levou à morte aquele que tinha o poder da morte, e abriu as portas da sepultura para todos os que O recebem como seu Salvador pessoal.
Cristo proclamou sobre o sepulcro aberto, de José: "Eu sou a ressurreição e a vida." João 11:25. Ele, o Redentor do mundo, esmagou a cabeça da serpente, privando-a de todo o poder para fazer os homens sentirem sua ferroada de escorpião; pois Ele trouxe à luz a vida e a imortalidade. As portas da vida eterna estão abertas completamente para todos os que crêem em Jesus Cristo. ... Ao morrer, Jesus tornou impossível que os que crêem nEle morram eternamente. ...
Cristo viveu e morreu como homem, para que pudesse ser Deus tanto dos vivos como dos mortos. Foi para tornar impossível que os homens percam a vida eterna se crerem nEle. A vida dos homens e das mulheres é preciosa à vista de Deus; pois Cristo adquiriu essa vida ao ser executado em lugar deles. Assim Ele possibilitou que alcancemos a imortalidade.
Em Cristo uniram-se o divino e o humano - o Criador e a criatura. A natureza de Deus, cuja lei tinha sido transgredida, e a natureza de Adão, o transgressor, encontraram-se em Jesus - o Filho de Deus e o Filho do homem. E, tendo pago o preço da redenção com o Seu sangue, tendo passado pela experiência do homem, tendo enfrentado e vencido a tentação em benefício do homem, tendo, embora Ele mesmo fosse sem pecado, suportado a ignomínia, a culpa e o fardo do pecado, tornou-Se o Advogado e Intercessor do homem. Que certeza é isso para a pessoa tentada e que luta, que certeza para o Universo espectador, de que Cristo será "misericordioso e fiel sumo sacerdote"! Heb. 2:17.” (SDA Bible Commentary, vol. 7, págs. 925 e 926).
           
TERÇA, 06  DE DEZEMBRO
As perigosas consequências do legalismo
(Gl 5:2-12)

            Certo dia alguém havia me dito que preferia os legalistas na igreja que os liberais. Na compreensão desta pessoa, pelo menos os legalistas tentam levar a sério os deveres da vida cristã. Infelizmente, eu não podia concordar com tal afirmação. Na verdade, tanto os liberais quanto os legalistas trazem sérios problemas à igreja. Os legalistas fazem de suas obras uma credencial fundamental para sermos aceitos por Deus, e os liberais, por sua vez, tornam o evangelho uma aberração à self-service de suas próprias opiniões e vontades. Todos os dois modos de pensar são errôneos e não condizem com a verdade. A salvação é unicamente pela graça e não há absolutamente nada em nós capaz de substituir isto. Nossas obras devem ser boas e fazer valer os valores que envolvem a salvação, mas elas não se responsabilizarão por nossa remissão em Cristo. Somente a substituição materializada na Cruz do calvário é capaz de defender-nos no tribunal do Céu. Todos os salvos, um dia, chegarão ao Céu sem nenhum cartão de identificação de boas obras. Todos independentes de quem sejam, passarão pelos portais do Céu graças às chagas eternamente cicatrizadas nas mãos do redentor. Estas mãos se erguerão a nosso favor para que as portas do Céu venham se abrir para que ultrapassemos as fronteiras daquele lugar sublime. Portanto, o legalismo retira de nosso coração o foco do sacrifício de Jesus, enquanto que o liberalismo nos leva a olhar com desvalor o mesmo sacrifício.

Leitura Adicional

            “Os escribas e fariseus tinham acusado não somente Cristo, mas também Seus discípulos por sua desconsideração para com os ritos e observâncias rabínicos. Muitas vezes tinham sido os discípulos deixados perplexos e perturbados pela censura e a acusação daqueles a quem tinham sido habituados a reverenciar como mestres religiosos. Jesus revelou o engano. Declarou que a justiça a que os fariseus davam tão grande valor, nada valia. A nação judaica pretendia ser o povo peculiar, leal, favorecido por Deus; mas Cristo apresentava sua religião como vazia de salvadora fé. Todas as suas pretensões de piedade, suas invenções e cerimônias humanas, e mesmo o cumprimento das exigências exteriores da lei, não os podiam tornar santos. Não eram puros de coração ou nobres e semelhantes a Cristo no caráter.
Uma religião legal é insuficiente para pôr a alma em harmonia com Deus. A dura, rígida ortodoxia dos fariseus, destituída de contrição, ternura ou amor, era apenas uma pedra de tropeço aos pecadores. Eles eram como o sal que se tornara insípido; pois sua influência não tinha poder algum para preservar o mundo da corrupção. A única fé verdadeira é aquela que "atua pelo amor" (Gál. 5:6), para purificar a alma. É como o fermento que transforma o caráter.” (O Maior Discurso de Cristo, p. 53).

            “Paulo dedicara sua pessoa e todas as suas faculdades ao serviço de Deus. Havia recebido as verdades do evangelho diretamente do Céu, e em todo o seu ministério mantivera vital ligação com os instrumentos celestiais. Tinha sido ensinado por Deus com respeito a impor encargos desnecessários aos cristãos gentios; assim, quando crentes judaizantes introduziram na igreja de Antioquia a questão da circuncisão, Paulo conhecia o pensamento do Espírito de Deus com respeito a tal ensino, e tomou decisão firme e inabalável, que libertou as igrejas de ritos e cerimônias judaicos.” (Atos dos Apóstolos, p. 200).
           
QUARTA, 07 DE DEZEMBRO
Liberdade, não libertinagem
(Gl 5:13)

            Desde os anos 60 o mundo passou por grandes mudanças. No entanto, as mudanças foram especialmente no âmbito da moralidade. Os paradigmas da intelectualidade e poder moral foram gradativamente sendo abandonados ou ignorados. A entrada da música rock na sociedade e a busca sem fronteiras pelo prazer carnal tornaram homens e mulheres, jovens e crianças tão irracionais quanto algumas espécies de animais. Escravos da carnalidade, da estupidez e da insanidade é o resultado de uma vida se valores ou respeito para consigo mesmos. As pessoas estão tão corrompidas que quase fica difícil diferenciar alguns comportamentos humanos de comportamentos de animais selvagens. A depravação sexual, violência, brutalidade e a frieza da mórbida intelectualidade tem amadurecido o mundo com mais rapidez para a destruição iminente. Este paradigma de bestialidade tem sido tão significativo que até mesmo muitas religiões cristãs passaram a defender um tipo de ridícula teologia liberal. Tem sido muito comum surgirem igrejas emergentes com ideias fantasiosas de libertinagem. Igrejas que endossam o homossexualismo, adultério, pornografia e pedofilia são o mínimo que podemos esperar. O pior – tudo em nome de Deus. Se a igreja do passado perseguia e matava em nome de Deus, em pleno século XXI fazem das normas mais vis e baixas um estilo de vida caracterizado como suposta vida cristã. A mesma graça que queimava hereges nas fogueiras da inquisição é a mesma graça de hoje que concede licença para viver da maneira mais ímpia e profana possível. Recentemente, dei estudos bíblicos para algumas pessoas membros de igrejas evangélicas. O que me intrigou é que, nas igrejas evangélicas destas pessoas não era pecado ver pornografia e ter uma vida sexual ativa fora do casamento. Observe, se as igrejas evangélicas de hoje estão nesta situação, imagine o que será daqui mais algum tempo! Satanás conseguiu com hesito criar antipatia contra aquilo que é a única forma de entendermos o que é pecado – a lei de Deus (I Jo 3:4). Ela é tratada com desdém, e lançada no lixo como se fosse uma maldição. O resultado não é outro, senão, miséria, libertinagem e escravidão às paixões da carne e do pecado. Lembre-se que, Deus deseja conceder-nos liberdade do pecado e não liberdade no pecado.

Leitura Adicional

            “Escreve Paulo aos gálatas: "Eu quereria que fossem cortados aqueles que vos andam inquietando. Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne." Gál. 5:12-16.
Falsos mestres haviam levado aos gálatas doutrinas que se opunham ao evangelho de Cristo. Paulo procurou expor e corrigir esses erros. Desejava ele grandemente que os falsos mestres fossem separados da igreja, mas sua influência afetara de tal forma os crentes que parecia arriscado agir contra eles. Havia perigo de causar discórdia e divisão que seriam ruinosos aos interesses espirituais da igreja. Procurou, pois, impressionar os irmãos com a importância de buscarem ajudar-se uns aos outros, em amor.
Declarou ele que todas as reivindicações da lei que estabelecem nosso dever para com nossos semelhantes, cumprem-se no amor mútuo. Advertiu-os de que, se condescendessem com ódio e lutas, dividindo-se em partidos, e como os animais se mordessem e devorassem uns aos outros, trariam sobre si mesmos infelicidade no presente e ruína no futuro. Um só caminho havia para prevenir esses males terríveis, isto é, como o apóstolo lhes ordenou, "andai em Espírito". Tinham de, por meio de constante oração, buscar a guia do Espírito Santo, que os levaria ao amor e à unidade.” (Testemunhos Seletos, v.  2, p. 85).

QUINTA E SEXTA, 8 e 9  DE DEZEMBRO
Cumprindo a lei
(Gl 5:13-15; 5:3; Rm 10:5; Gl 3:10,12; 5:3; Rm 8:4; Gl 5:14)

            Não há absolutamente nada de errado com a lei. O problema está nos homens que a interpretam equivocadamente. Paulo não tinha em sua teologia nenhum problema com a Lei. Ele mesmo era cumpridor desta (Rm 7:22), e ensinou que o amor leva ao cumprimenta da lei (Rm 13:10). Foi enfático em afirmar que a lei é “santa, justa e boa” (Rm 7:12). Portanto, mesmo para Paulo, não havia nada de estranho na lei de Deus. Como já estudado exaustivamente em toda a lição, sua preocupação era o legalismo desenfreado que permeou a vida de alguns membros da Galácia. Fazer da lei uma escada para a salvação era no mais pleno sentido da palavra a mais pura heresia. O apóstolo combateu arduamente este pensamento, pois, traria grande prejuízo à salvação dos indivíduos. A lei não pode salvar  e isto era importante que soubessem. Para ficar mais claro, Paulo enfrentou o legalismo e não a lei. Ele enfrentou a ideia de salvação pelas obras e não a obediência. O cumprimento da lei como fruto da justificação faz parte do contexto da vida cristã e é o que Deus deseja de Seu povo. Somo salvos do pecado e não no pecado. Nossa vida deve ser permeada do poder da graça que é suficiente para salvar e também para nos conduzir a cumprir os deveres da vida cristã (Santificação, p. 81, 87).

Leitura Adicional

            “"Tomai sobre vós o Meu jugo", diz Jesus. O jugo é um instrumento de serviço. O gado é posto ao jugo para trabalhar, e o jugo é essencial ao seu trabalho eficiente. Por essa ilustração, Cristo nos ensina que somos chamados ao serviço enquanto a vida durar. Temos de tomar sobre nós o Seu jugo, a fim de sermos coobreiros Seus.
O jugo que liga ao serviço, é a lei de Deus. A grande lei de amor revelada no Éden, proclamada no Sinai, e, no novo concerto, escrita no coração, é o que liga o obreiro humano à vontade de Deus. Se fôssemos entregues a nossas próprias inclinações, para ir justo aonde nos levasse nossa vontade, iríamos cair nas fileiras de Satanás, e tornar-nos possuidores de seus atributos. Portanto, Deus nos restringe à Sua vontade, que é elevada, nobre e enobrecedora. Deseja que empreendamos paciente e sabiamente os deveres do serviço. Esse jugo do serviço, levou-o o próprio Cristo na humanidade. Disse Ele: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. "Eu desci do Céu, não para fazer a Minha vontade, mas a vontade dAquele que Me enviou." João 6:38. Amor para com Deus, zelo pela Sua glória, e amor pela humanidade caída trouxeram Jesus à Terra para sofrer e morrer. Foi esse o poder que Lhe regeu a vida. Esse é o princípio que nos manda adotar. (O Desejado de Todas as Nações, p. 330, 331).

            “Longe de fazer exigências arbitrárias, a lei de Deus é dada ao homem como um amparo e proteção. Quem quer que aceite seus princípios achar-se-á preservado do mal. A fidelidade para com Deus compreende a fidelidade para com o homem. Assim a lei resguarda os direitos, a individualidade, de cada ser humano. Ela restringe da opressão os que estão em posição superior, e da desobediência os que se acham em posição subordinada. Garante o bem-estar do homem, tanto neste mundo como no vindouro. Ao que obedece é o penhor da vida eterna; pois exprime os princípios que permanecem para sempre. Cristo veio para demonstrar o valor dos princípios divinos, revelando o seu poder na regeneração da humanidade. Veio para ensinar como estes princípios devem ser desenvolvidos e aplicados.” (Educação, p. 76, 77).
           

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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